19 nov 2018

O que é o Capital de Giro Empresarial?

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O que é o Capital de Giro Empresarial?

As palavras “capital de giro” já caíram no gosto popular, viraram até gírias do cotidiano. Mas o fato é que a maior parte das pessoas não sabe de fato o que elas significam. Todos os tipos de organizações empresariais trabalham à base de capital de giro, é ele quem faz a operação funcionar. Neste texto faremos uma breve introdução ao tema e explicaremos algumas questões a ele relacionadas.

O que é Capital de Giro Empresarial?

Antes de tocar no tema principal deste artigo, é necessário explicar o conceito de capital. Pense em um carro, para a maior parte das pessoas ele é apenas um bem de consumo, mas para quem trabalha com transportes, é um bem de capital. O dinheiro usado no dia a dia é apenas moeda para consumo, mas quando o investimos, passa a ser um bem de capital.

Bens de capital são, necessariamente, aqueles utilizados na produção de outros bens e serviços. O capital das empresas pode ser dividido em duas categorias: capital imobilizado e capital de giro. O capital imobilizado é aquele que permanece na empresa por longos anos, como máquinas, veículos, títulos, etc. Já o capital de giro é aquele que é utilizado no curto prazo como caixa e produtos.

O capital de giro é expresso em unidades monetárias, já que ele é usado para pagar fornecedores, funcionários, impostos, etc. As empresas podem obter capitais de giro de diferentes fontes, desde aportes dos sócios até empréstimos bancários.

Quais as fontes de Capital de Giro Empresarial?

Existem 3 fontes básicas de capital de giro, vamos explicar cada uma delas nas linhas a seguir:

  • Capital próprio: Parte do dinheiro dos sócios é usada para adquirir equipamentos, imóveis, etc. e outra parte é usada para formação de caixa, ou, capital de giro;
  • Capital financeiro de terceiros: Empresas podem tomar empréstimos de curto prazo para financiar suas operações ou então descontar títulos em fundos de fomento. Desta forma, elas usam capital de terceiros para girar o caixa.
  • Capital operacional de terceiros: Há empresas que conseguem trabalhar com prazos de pagamento muito superiores aos de recebimento. Empresas que conseguem fazer isso, podem trabalhar com o capital de seus clientes e fornecedores.

As duas primeiras fontes de Capital de Giro Empresarial são as chamadas, fontes onerosas, ou seja, geram custos financeiros à empresa. No caso do capital de terceiros, o custo é a tarifa cobrada em função dos juros. Já no caso do capital próprio, o preço pago é o custo de oportunidade relativo ao montante.

Quando a empresa consegue obter capital pela terceira via, não há custos financeiros envolvidos, já que ela dispõe de excesso de caixa. Contudo, os empresários precisam avaliar se o alongamento dos prazos não está provocando um aumento nos preços praticados pelos fornecedores. Também deve-se verificar se os recebimentos à vista são obtidos ao custo de grandes descontos.

Como as empresas podem melhorar a gestão de capital de giro?

A melhor maneira de melhorar a gestão do capital de giro é em primeiro lugar, organizando as contas da empresa. Não é bom que se misturem contas dos sócios com as da firma e nem com pagamentos extraordinários. Pelo caixa da empresa devem circular apenas recursos relativos à sua operação.

Quanto à operacionalização do capital de giro, fica óbvio que empresas que dispõe de recursos próprios enfrentam menores riscos. Porém, se a companhia precisa manter muito dinheiro em caixa, isso diminui sua rentabilidade. Isso ocorre porque é preciso aumentar o ativo empregado na operação, sem que ocorra necessariamente, uma elevação proporcional dos lucros.

A maneira mais eficiente de se trabalhar o capital de giro é negociando o encurtamento dos prazos de recebimento e alongamento dos prazos de pagamento. Os grandes varejistas são especialistas neste tipo de atividade, eles compram produtos para pagar em prazos bem longos e vendem com prazos mais curtos.

Obviamente que a elevação do saldo de contas a pagar aumenta o risco da empresa. Contudo, se o índice de inadimplência for baixo, não haverá problemas. A combinação de longos prazos de pagamento, curtos prazos de recebimento e inadimplência baixa é a receita da liquidez perfeita.

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Como medir a quantidade de capital de giro ideal para o negócio?

A quantidade de capital de giro necessária é dada por um índice chamado de NCG (necessidade de capital de giro). O índice mede o volume em moeda, necessário para manter a empresa em situação de solvência. A NCG é dada pela diferença entre o ativo circulante operacional e o passivo circulante operacional. Vamos entender o que cada um deles é:

  • Ativo Circulante Operacional – Soma de todos os recebíveis de curto prazo (duplicatas, cheques, vendas no cartão e etc.) e estoques.
  • Passivo Circulante Operacional – Soma de todas as obrigações de curto prazo da empresa, como salários, pagamentos a fornecedores, impostos, aluguéis e etc.

A necessidade de capital de giro será dada pela fórmula: NCG = ACO – PCO.

Para entender melhor, vamos ver o exemplo da empresa X. Se no balancete do mês, o gestor percebe que há em média R$30 mil a receber e R$45 mil a pagar, ele terá uma NCG de R$15 mil reais negativos. Assim, precisa ter exatamente R$15 mil em caixa para que o negócio funcione sob as condições atuais.

A NCG de R$15 mil é o tamanho mínimo do capital de giro necessário à esta empresa.

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Como obter capital de giro de forma rápida e barata?

Até pouco tempo atrás, a obtenção de capital de giro de terceiros só era possível através dos bancos tradicionais. O problema é que estes bancos cobram taxas elevadas e sua burocracia é desanimadora.

Para solucionar este problema, surgiram as fintechs, empresas que combinam tecnologia com serviços financeiros. Algumas, como a Biz Capital, oferecem empréstimos para capital de giro de forma simples, rápida e muito mais barata que no sistema tradicional.

Conclusão

A gestão inadequada do Capital de Giro Empresarial é uma das principais razões para a quebra de empresas. Há empresários que são bons no que fazem e atuam em bons mercados, mas acabam pecando na gestão financeira. A matemática não perdoa quem descuida do capital de giro, se faltar dinheiro, a empresa não resiste. Por isso é ideal que os gestores obtenham este importante recurso de forma rápida, simples e é claro, barata.

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