30 maio 2017

Entenda a importância do capital de giro para pequenos empresários

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Entenda a importância do capital de giro para pequenos empresários

Você sabe qual a importância do capital de giro para o funcionamento e o crescimento da sua empresa? Por exigir conhecimento mais aprofundado em finanças, muitos pequenos e médios empresários encontram dificuldades em identificar a necessidade de possuir um bom capital de giro.

Preparamos este conteúdo pensando especialmente em você, que precisa aprofundar seus conhecimentos na área para aumentar a eficiência e a sustentabilidade da empresa. Acompanhe!

O que é capital de giro?

A importância do capital de giro está atrelada às operações diárias das organizações, pois é ele quem financia todas as atividades empresariais.

Trata-se de todos os bens que podem ser convertidos em dinheiro a curto prazo — saldo em caixa e a receber, estoque e investimentos financeiros — para arcar com os custos operacionais. Em suma, é aquele recurso que oferece liquidez à empresa.

No decorrer de um ano, uma empresa movimenta recursos para gerar resultados (o lucro). Esse processo começa na aquisição de matéria-prima e termina com o recebimento da venda feita ao cliente.

Assim, o empreendedor aplica dinheiro nas operações para obter o retorno do investimento somado ao lucro, o que só se concretizará quando o consumidor efetivamente pagar pela compra.

Cada ciclo desses é um giro. O capital de giro é o dinheiro que viabiliza todas as operações da empresa.

Qual é a importância do capital de giro para o seu negócio?

O capital de giro diz muito mais sobre a sua empresa do que você imagina. Entender como ele se comporta ao longo do ciclo financeiro é fundamental para controlar o orçamento, prever situações de risco e aumentar a eficiência empresarial.

Confira 5 contribuições do capital de giro que auxiliam na gestão da sua empresa!

1. Aprimora o controle financeiro e gerencial

Conhecer a rotina empresarial e sua necessidade financeira é fundamental para a gestão do negócio. Até aí, nenhuma novidade, certo? Para aprimorar o controle gerencial é preciso compreender o capital de giro o mais detalhadamente possível.

Isso porque é ele quem sinaliza de quanto a empresa precisa para manter suas operações em funcionamento — o que requer o entendimento de todos os processos produtivos, desde a aquisição de matéria-prima até o recebimento do valor das vendas.

O gestor, portanto, precisa observar e acompanhar prazos e valores para se antecipar a qualquer necessidade de capital. Identificar a origem da falta de dinheiro nas operações também é outra métrica importante e que pode estar ligada a vários fatores, inclusive positivos, como quando há falta de recursos porque foi feito um investimento maior na empresa.

Por outro lado, pode apontar para descolamento de prazos ou recursos que estão parados e que deveriam estar movimentando o caixa, o que acontece, por exemplo, quando produtos ficam encalhados no estoque.

Em todos os casos, conhecer o comportamento do capital de giro levará o empreendedor a verificar todos seus processos e a tomar decisões para aprimorá-los, seja estimulando a circulação do estoque, aumentando o prazo de pagamento aos fornecedores ou estimulando compras à vista, para citar apenas algumas das medidas adotadas em decorrência da observação do capital de giro.

2. Indica riscos ao negócio

Como foi demonstrado, o capital de giro é uma forma prática de mensurar a eficiência empresarial. E se ele for analisado em conjunto com avaliações de risco, torna-se um instrumento estratégico para a administração da empresa.

O gerenciamento de risco operacional e financeiro é imprescindível para as empresas (não só as de grande porte, mas as médias e pequenas também), pois pode levar a prejuízos diversos, não só financeiros, mas também de imagem ou jurídicos, por exemplo.

A análise de risco considera, portanto, o fluxo de caixa, que tem o capital de giro como seu principal elemento. O objetivo é acompanhar o desenvolvimento do orçamento para prever possíveis vulnerabilidades. Dessa forma, é possível se antecipar a elas.

É fácil visualizar a relação entre capital de giro e risco quando observamos a questão da inadimplência. Toda companhia faz essa análise. Para saber até que ponto é possível assumir o risco de inadimplência é preciso conhecer bem o fluxo de caixa.

Assim, os gestores conseguem determinar metas a serem observadas para que o orçamento da empresa não seja prejudicado, já que em caso de ausência de pagamentos é o capital de curto prazo (giro) que será impactado, podendo gerar dificuldade de continuidade das operações se não for possível financiá-las.

3. Garante previsibilidade à empresa

Como pequeno empreendedor, você sabe que conseguir arcar com seus compromissos financeiros é essencial para assegurar o equilíbrio das finanças do seu negócio, pois uma empresa endividada não consegue crescer e acaba perdendo a credibilidade no mercado.

Aliás, em caso de risco ao negócio, o pequeno empreendimento é ainda mais impactado por eles do que as grandes companhias. Portanto, o foco com as finanças deve ser ainda maior.

O capital de giro é utilizado para pagar as contas de curto prazo e manter o caixa sempre no azul. Assim, é possível assegurar a saúde financeira e planejar melhor o futuro. Verificar o fôlego da empresa para dar conta de suas operações e obrigações com base no caixa vai evitar problemas no curto e no médio prazo.

4. Dá segurança diante de imprevistos

A atividade empresarial é permeada de desafios e imprevistos. Não é novidade que as oscilações do mercado afetam diretamente a rentabilidade da empresa e, nesse aspecto, a existência do capital de giro pode contribuir para a superação de tais dificuldades.

O capital de giro é um recurso que assegura liquidez à organização. Dessa forma, pode ser convertido em dinheiro sempre que necessário. Por isso, é importante que o capital nunca esteja 100% comprometido. Permitir alguma folga, que garanta uma reserva em caso de necessidade extraordinária, vai facilitar a gestão financeira, sem prejudicar processos operacionais.

5. Auxilia na expansão da empresa

Para se obter sucesso no mundo corporativo é preciso estar atento e preparado para as oportunidades que surgem ao longo do tempo, principalmente aquelas que são inesperadas. Ao ter esse recurso disponível, o seu empreendimento está dando um passo à frente da concorrência.

Com ele é possível investir, apostar em melhorias de estrutura, comprar outras empresas e abrir filiais em locais onde a demanda é alta. Ou seja, a importância do capital de giro para a expansão do negócio é enorme.

Outro ponto importante é que, tendo um bom capital de giro aplicado nas operações, é possível segregar os recursos de curto prazo do que será necessário para investimentos de longo prazo e em volume financeiro maior.

Quando uma empresa investe em expansão dos negócios, pode buscar investidores que observarão as oportunidades de mercado que os empreendedores querem alcançar. Portanto, esse é um empréstimo que será usado para alçar voos maiores. Afinal de contas, a empresa não pode e nem deve ficar estagnada.

Isso torna o investimento com capital de terceiros mais vantajoso do que o investimento com capital próprio. Isso porque os juros do financiamento, diante das metas traçadas, tende a ser menor e será compensado com o retorno da aplicação nos negócios.

O capital de giro supre a necessidade de financiamento, já que em períodos de expansão a tendência é que ele fique reduzido em função dos investimentos que estão sendo feitos. O resultado, nesse cenário, é a dificuldade em dar conta das operações e ao mesmo tempo da expansão.

Qual é o giro do seu negócio?

O giro do seu negócio é o ciclo financeiro da empresa. Essa é uma etapa que requer um pouco mais de cálculos, mas não se preocupe, demonstraremos de forma didática como você consegue identificar essa informação.

fluxo do caixa é observado constantemente (de preferência, todos os dias), contabilizando o saldo que resta quando se considera as receitas menos as despesas. O objetivo é que ele seja sempre positivo.

No ciclo financeiro, o que vai ser acompanhado é a operação como um todo, do estoque ao recebimento pela venda. Essa análise é feita em dias, para que você tenha a visão do tempo necessário para o giro do negócio.

Cada ciclo financeiro depende de outros dois ciclos: econômico e operacional. O primeiro é o prazo em que os produtos ficam em estoque e o segundo considera desde o ingresso das mercadorias no estoque até a compensação do crédito decorrente das vendas.

Temos, portanto, dois indicadores importantes: Prazo Médio de Estocagem (PME) e Prazo Médio de Recebimento (PMR). Para fechar o Ciclo Financeiro (CF), é preciso somar esses dois dados e, depois, subtrair o Prazo Médio de Pagamento (PMP). Assim:

CF = PME + PMR – PMP  

Uma empresa que tenha como prazo médio de estocagem 50 dias e que leve 60 dias para receber o valor das vendas e faça o pagamento aos fornecedores em 30 dias terá o seguinte ciclo financeiro:

CF = 50 + 60 – 30

CF = 80 dias

Por que é tão importante conhecer esse prazo final? Porque quanto mais curto ele for, menor será a necessidade de capital de giro. Perceba que na situação anterior, o empreendedor paga o fornecedor na metade do tempo que leva para receber pela venda, indicando descolamento de prazos e obrigando a organização a aplicar mais recursos para dar continuidade nas operações.

Se a compra for feita à vista, veja como será reduzido o ciclo financeiro da empresa:

CF = 50 + 0 – 30

CF = 20 dias

Ou seja, o empreendedor recebeu pela venda de ter que arcar com o compromisso assumido junto aos fornecedores. Nesse caso, o próprio retorno do investimento ao caixa sustenta as operações.

Conhecer o ciclo financeiro é uma das medidas para evitar que a empresa fique desfalcada, ajustando apenas os prazos de estocagem, recebimento ou pagamento. Sendo que as melhores estratégias estão em reduzir o período médio de estocagem e o período médio de recebimento e aumentar o período médio de pagamento.

Como calcular sua necessidade de capital de giro?

Há duas formas de calcular a Necessidade de Capital de Giro (NCG).

1. NCG pelo saldo do balanço patrimonial

Nesse modelo, são os valores das contas a receber, do estoque e das contas a pagar. A estrutura é semelhante à apuração do ciclo financeiro. Veja:

NCG = contas a receber + estoque – contas a pagar

Considerando uma empresa que tenha R$ 10.000 mais um estoque de R$ 50.000 e, ainda, R$ 20.000 em contas a pagar, temos:

NCG = 10.000 + 50.000 – 20.000

NCG = 40.000

Esse saldo (positivo) indica que ela consegue bancar suas operações.

Acompanhe outro cenário:

NCG = 10.000 + 20.000 – 50.000

NCG = – 20.000

Isso significa que a empresa tem de investir R$ 20.000 para sustentar as operações.

2. NCG pelo ciclo financeiro

Agora que você já sabe como calcular seu ciclo financeiro, fica fácil usá-lo para verificar qual é a sua necessidade de investimento em capital de giro. Basta multiplicar o valor das vendas diárias pelo ciclo financeiro:

NCG = vendas diárias x CF

Uma empresa terá maior necessidade de capital de giro quanto maior for seu ciclo financeiro. Acompanhe o caso de uma empresa que tenha o ciclo de 80 dias e venda média de R$ 1.000 diariamente:

NCG = 1.000 x 80

NCG = R$ 80.000

Já se o ciclo for de 20 dias:

NCG = 1.000 x 20

NCG = R$ 20.000

Ou seja, esse é o valor necessário para sustentar cada ciclo financeiro (giro) da empresa.

Agora que você já conhece a importância do capital de giro e sabe identificar quando precisará dele e de quanto ele deve ser, consegue avaliar com maior clareza a necessidade de obtenção de financiamento para evitar desfalques ou riscos ao negócio.

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