Empresa Simples de Crédito

Empresa Simples de Crédito (ESC): Simples de verdade?

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O Presidente da República, sancionou no dia 24 de abril de 2019, a lei da Empresa Simples de Crédito (ESC), que tem como objetivo tornar o crédito mais acessível para empreendedores. A ideia é que empresas e/ou indivíduos possam conceder empréstimo utilizando seus próprios recursos. Segundo Carlos Melles, presidente do Sebrae Nacional, “Cada um vai poder ser um banco, cada um vai poder emprestar seu capital”.

O Ministério da Economia pretende, com a criação da ESC, ampliar a oferta de crédito em R$ 20 bilhões por ano na economia, caso se atinja o número de mil ESCs no país. Isso representaria um crescimento de 10% no mercado de concessão de crédito para micro e pequenas empresas, que somou R$ 208 bilhões em 2018.

Mas fica a pergunta? Então, o que é, como funciona e, mais importante, vai ajudar empreendedores a ter acesso a capital a um preço justo? É sobre isso que falaremos a partir de agora. Confira!

O que é a ESC e como funciona?

De acordo com Guilherme Afif Domingos, ex-presidente do Sebrae Nacional, “a empresa simples de crédito é aquele indivíduo que, sem autorização nenhuma, porque não precisa de autorização, simplesmente registra uma empresa, que é simples de crédito, e passa a emprestar na sua comunidade, a um juro que vai ser com certeza menor do que é oferecido na região, porque hoje os grandes bancos captam de todos, mas só emprestam para alguns”

Em suma, a ESC é uma empresa que pode ter como sócios apenas pessoas físicas, limitada a atuar apenas na própria cidade ou nas cidades próximas e que precisa usar apenas capital próprio para concessão de crédito ou desconto de títulos. Além disso, é vedada a cobrança de tarifas e taxas de qualquer natureza. Toda a remuneração da ESC deve vir da remuneração de juros.

O objetivo dos idealizadores é se utilizar dos relacionamentos criados por alguns empreendedores para destravar a concessão de crédito em regiões onde o banco não possua atuação forte. “Esse empresário vai fazer o papel de banco ali, fazendo a relação que ele conhece as pessoas, conhece a família de quem ele está emprestando, conhece se ele é bom pagador ou mau pagador. Nesse caso é uma relação de empréstimo muito mais boca a boca, olho no olho”,  diz Carlos Melles, Presidente do Sebrae.

ESC resolve o acesso a crédito de pequenas empresas? Não.

Pesquisas do Sebrae indicam que 84% das pequenas empresas não conseguem ter acesso a crédito. O dinheiro que elas têm acesso é no cheque especial, nos juros do cartão de crédito, no cheque pré-datado, ou então através de financiamentos com seus fornecedor, que dão prazos mais longos para pagamento. O problema de acesso a crédito para grande parte dos empreendedores é real.

Mas a realidade de quem concede crédito mostra que a expectativa do Governo pode estar superestimada.

Crédito com juros mais baixos

Empresas Simples de Crédito vão oferecer linhas de crédito mais baratas que bancos para micro e pequenas empresas? Conceder crédito não é uma tarefa fácil. Fintechs de crédito como a BizCapital se lançaram no desafio de desenvolver uma metodologia de análise de crédito interna, usando técnicas de inteligência artificial e machine learning. Mesmo com toda essa sofisticação, as taxas de juros cobradas por elas não fogem muito da média brasileira do segmento, de 45% ao ano.

Isso é devido ao fato que as taxas de inadimplência do segmento são mais altas que a média, o que obriga a quem concede crédito a cobrar taxas de juros mais altas para compensar eventuais perdas. A ESC, com menos estrutura para desenvolver uma metodologia de crédito, deve ficar mais exposta a clientes inadimplentes. O relacionamento eventualmente pessoal com os clientes também pode prejudicar um julgamento racional do caso na hora de conceder o empréstimo.

Processo simples e rápido de aprovação

Certamente uma ESC vai ter processos mais rápidos e menos burocráticos do que bancos, financeiras e fintechs de crédito. Isso não significa necessariamente um processo mais eficiente. Enquanto empresas possuem times de análise de crédito especializados, o empreendedor de uma ESC terá que fazer grande parte da análise de crédito sozinho, o que deve criar gargalos à medida que mais pedidos entram.

Além disso, a medida que os primeiros empréstimos são concedidos, os processos de cobrança vão se tornar prioridade na cabeça do empreendedor de ESC. Entre conceder um novo empréstimo e cobrar um já realizado, a segunda opção vai ser mais atrativa.

Existe um caminho melhor? Sim!

Uma alternativa mais adequada são os programas de parceria de algumas fintechs de crédito. Esses programas permitem que o parceiro, sem assumir nenhum risco de crédito, ofereça os serviços de empréstimo para seus cliente que necessitem de um capital extra para alavancar seus negócios, como é o caso da Biz Capital.

Nesse caso tomador de crédito conta com uma estrutura profissional de concessão de crédito e o parceiro é remunerado a cada cliente enviado que fecha um empréstimo. Mais seguro e mais confiável para o parceiro e para o cliente, além de ser um excelente negócio para a fintech.

E aí, gostou? Nós, da BizCapital, estamos aqui para ajudar empresários que desejam ver o seu negócio decolar! Para conferir outras dicas sobre o mundo do empreendedorismo, siga as nossas redes sociais: Facebook, LinkedIn e Instagram.

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