02 Maio 2019

Empresa Simples de Crédito (ESC): simples de verdade?

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Empresa Simples de Crédito (ESC): simples de verdade?

O Presidente da República, sancionou no dia 24 de abril de 2019, a lei da Empresa Simples de Crédito (ESC), que tem como objetivo tornar o crédito mais acessível para empreendedores. A ideia é que empresas ou indivíduos possam conceder empréstimo utilizando seus próprios recursos. Segundo Carlos Melles, presidente do Sebrae Nacional, “Cada um vai poder ser um banco, cada um vai poder emprestar seu capital”.

O Ministério da Economia pretende, com a criação da ESC, ampliar a oferta de crédito em R$ 20 bilhões por ano na economia, caso se atinja o número de mil ESCs no país. Isso representaria um crescimento de 10% no mercado de concessão de crédito para micro e pequenas empresas, que somou R$ 208 bilhões em 2018.

Então, fica a pergunta? O que é, como funciona e, mais importante, como a ESC vai ajudar empreendedores a terem acesso ao capital com um preço justo? É sobre isso que falaremos a partir de agora. Confira!

O que é uma Empresa Simples de Crédito e como funciona?

De acordo com Guilherme Afif Domingos, ex-presidente do Sebrae Nacional, “a empresa simples de crédito é aquele indivíduo que, sem autorização nenhuma, porque não precisa de autorização, simplesmente registra uma empresa, que é simples de crédito. E passa a emprestar a sua comunidade, a um juros que vai ser com certeza menor do que é oferecido na região. Porque hoje os grandes bancos captam de todos, mas só emprestam para alguns”.

Em suma, a ESC é uma empresa que pode ter como sócios apenas pessoas físicas. Limitada a atuar apenas na própria cidade ou nas cidades próximas e que precisa usar apenas capital próprio para concessão de crédito ou desconto de títulos. Além disso, é vedada a cobrança de tarifas e taxas de qualquer natureza. Ou seja, toda a remuneração da ESC deve vir da remuneração de juros.

Por fim, o objetivo dos idealizadores é se utilizar dos relacionamentos criados por alguns empreendedores para destravar a concessão de crédito em regiões onde o banco não possui uma atuação forte.

“Esse empresário vai fazer o papel de banco ali, fazendo a relação que ele conhece as pessoas, conhece a família de quem ele está emprestando, conhece se ele é bom pagador ou mau pagador. Nesse caso é uma relação de empréstimo muito mais boca a boca, olho no olho”,  diz Carlos Melles, Presidente do Sebrae.

ESC resolve o acesso ao crédito de pequenas empresas? Não.

Pesquisas do Sebrae indicam que 84% das pequenas empresas não conseguem ter acesso ao crédito. O dinheiro que elas têm acesso é através de cheque especial, juros do cartão de crédito, cheque pré-datado ou então através de financiamentos com seus fornecedores, que dão prazos mais longos para pagamento. O problema do acesso ao crédito para a grande parte dos empreendedores é real.

Crédito com juros mais baixos

As Empresas Simples de Crédito vão oferecer linhas de crédito mais baratas que bancos para micro e pequenas empresas? Conceder crédito não é uma tarefa fácil.

Fintechs de crédito como a BizCapital se lançaram no desafio de desenvolver uma metodologia de análise de crédito interna, usando técnicas de inteligência artificial e machine learning. Mesmo com toda essa sofisticação, as taxas de juros cobradas por elas não fogem muito da média brasileira do segmento, de 45% ao ano.

Portanto, isso acontece devido as taxas de inadimplência do segmento serem mais altas do que a média, o que obriga a quem concede crédito a cobrar taxas de juros mais altas para compensar eventuais perdas.

A Empresa Simples de Crédito, com menos estrutura para desenvolver uma metodologia de crédito, deve ficar mais exposta aos clientes inadimplentes. O possível relacionamento pessoal com clientes também pode prejudicar um julgamento racional do caso na hora de conceder o empréstimo.

Processo simples e rápido de aprovação

Certamente uma ESC vai ter processos mais rápidos e menos burocráticos do que bancos, financeiras e fintechs de crédito. Isso não significa necessariamente um processo mais eficiente. Enquanto empresas possuem times de análise de crédito especializados, o empreendedor de uma ESC terá que fazer grande parte da análise de crédito sozinho, o que deve criar gargalos à medida que mais pedidos entram.

Além disso, a medida que os primeiros empréstimos serão concedidos, os processos de cobrança vão se tornar prioridade na cabeça do empreendedor de uma Empresa Simples de Crédito. Então, entre conceder um novo empréstimo e cobrar um já realizado, a segunda opção vai ser mais atrativa.

Existe um caminho melhor? Sim!

Uma alternativa adequada são os programas de parceria que algumas fintechs de crédito oferecem. Esses programas permitem que o parceiro, sem assumir nenhum risco de crédito, ofereça os serviços de empréstimo para seus clientes que necessitam de capital extra para alavancar seus negócios, como é o caso da BizCapital.

Dessa maneira, o tomador de crédito conta com uma estrutura profissional de concessão de crédito. Já o parceiro é remunerado a cada cliente enviado que fecha um empréstimo. Mais seguro e mais confiável para o parceiro e para o cliente, além de ser um excelente negócio para a fintech.

E aí, gostou? Nós, da BizCapital, estamos aqui para ajudar empresários que desejam ver o seu negócio decolar! Para conferir outras dicas sobre o mundo do empreendedorismo, siga as nossas redes sociais: Facebook, LinkedIn e Instagram.

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