01 ago 2019

Qual a relação do Capital de Giro com Empréstimos?

leitura de 6 min
Qual a relação do Capital de Giro com Empréstimos?

O capital de giro é o indicador que está presente no dia a dia do empresário, quer ele ou não. Esse capital é utilizado na manutenção de estoques, no pagamento aos fornecedores (compras de matéria-prima ou mercadorias de revenda), bem como o pagamento de impostos, salários e demais custos e despesas operacionais.

Quando relacionado à gestão de empréstimos, é possível alcançar grandes resultados e alavancar boas oportunidades dentro do negócio.

Com isso em mente, neste artigo vou te mostrar um pouco dessa poderosa relação nos seus indicadores financeiros, se prepare!

O que é o Capital de Giro?

Para começar toda essa conversa, precisamos estar alinhados em relação aos conceitos abordados, concorda?

Por isso, é preciso entender que o capital de giro (CG) mede o valor necessário para manter a operação rodando, em um determinado período.

E dentre todas as entradas e saídas de caixa, podemos calculá-lo da seguinte forma:

CP = Ativos Circulantes – Passivos Circulantes

Nisso, os ativos são direitos como: valor do estoque, dinheiro em caixa e contas a receber.

Por fim, os passivos são obrigações a pagar como: contas, salários, encargos, impostos, juros bancários.

Fazendo uma breve análise: se as nossas obrigações ou saídas de caixa forem superiores aos direitos (entradas de caixa), teremos um capital de giro negativo – reduzindo o caixa.

Essa situação é mais comum do que se pode imaginar e a grande maioria dos lojistas não sabe o real saldo dessa conta, ao vender sem ter a visão do capital de giro necessário – Dado do Preço Certo, em pesquisa com pouco mais de 10 mil lojistas.

Indicador introduzido, passamos aos empréstimos!

Um pouco da Gestão de Empréstimos Empresariais

De forma rápida, os empréstimos são uma forma de crédito no qual é possível utilizar o capital para qualquer fim, sem a necessidade de especificar a finalidade.

Sendo possível utilizar esse dinheiro para pagar algumas contas e ao mesmo tempo investir no negócio.

Essa modalidade é mais simples e menos burocrática do que um financiamento, por exemplo.

No entanto, de toda forma é preciso ter cuidado ao gerir um empréstimo. Por isso, listei alguns pontos de atenção que você deve levar em conta:

  • Tenho certeza absoluta da finalidade desse capital – Será preciso pagá-lo depois;
  • Cuidado com os juros e custos envolvidos! – Atrasar os pagamentos ou até não fazê-los, pode se tornar uma bola de neve;
  • Some os pagamentos aos seus custos fixos – Vou falar sobre isso mais à frente;
  • Prazos – Os juros podem aumentar à medida que não houver pagamento;
  • Custo – benefício – Compare a viabilidade do capital com o objetivo. Há geração de lucro suficiente que poderia substituir esse capital? – Sem não, pode ser interessante aguardar;

Um grande paradigma que encontramos no mercado é de que os empréstimos são ruins e devem ser utilizados para pagar dívidas  – E isso não é verdade.

Com a gestão correta desse capital é possível investir em melhorias e expandir

Tome a seguinte situação como exemplo:

Um lojista chamado Alberto possui um e-commerce que fatura em média R$50.000,00, com uma margem bruta de 36% e custos e despesas fixas de R$10.000,00.

Logo, a sua geração de lucro líquido é a seguinte:

Lucro Bruto = Faturamento * Margem de Contribuição

Lucro Bruto = 50.000 * 0,36 = 18.000,00

Lucro Líquido = Lucro Bruto – Obrigações do mês

Lucro Líquido = 18.000 – 10.000

Lucro Líquido = 8.000,00

Agora, vamos dizer que o Alberto conheceu a Biz Capital e buscou neles, a oportunidade de alavancar os seus ganhos financeiros.

Ele pediu um empréstimo no valor de R$10.000,00 para investir em marketing e, por consequência, conseguiu triplicar a sua receita.

Se esse empresário não realizar nenhuma mudança em sua precificação e margem, vamos obter o seguinte resultado:

Lucro Bruto = Faturamento * Margem

Lucro Bruto = 150.000 * 0,36 = 54.000,00

E mesmo que os seus custos fixos tripliquem, ainda haverá lucro líquido suficiente para gerar caixa e pagar o empréstimo – quem sabe em até uma parcela única.

Ao gerir da forma correta o capital, é possível alcançar grandes resultados.

Agora, de nada vale aumentarmos o lucro líquido da empresa, se não há geração de caixa, concorda?

Lembre-se da fórmula do capital de giro, é preciso aumentar as entradas e diminuir as saídas.

Por isso, preste muita atenção no próximo tema do artigo, na qual vou falar da relação que há entre o capital de giro e os empréstimos.

Relação: Empréstimos e Capital de Giro

Como foi possível ver no exemplo anterior, os empréstimos podem ajudar de inúmeras formas – desde uma expansão até o pagamento de contas e dívidas.

E como nós buscamos sempre crescer, é vital se atentar ao maior ciclo de erros das empresas na gestão: Não controlar o capital de giro → Acumular dívidas → Empréstimos → Mais dívidas…

É comum, nós do Preço Certo encontramos inúmeros casos assim no varejo.

A chave para evitar o início do declínio de um negócio é mensurar e otimizar o capital de giro e feito isso, utilizar o capital terceiro para expandir o negócio,tomando como base essas três métricas principais: recebimento de clientes, pagamentos à fornecedores e giro de estoque.

Ao trabalhar essas três vertentes no seu negócio, a sua necessidade de capital de giro diminui e assim, os ganhos financeiros se tornarão geradores de caixa.

Novamente, tome o cálculo do indicador ao final de cada período como o seu norte.

É possível aplicar esse mesmo processo de análise das margens e prazos na sua formação de preços, ao trabalhar os produtos que mais vendem e geram lucro.

Para te ajudar, preparamos esta calculadora de preços. Com ela você poderá começar a fazer as análises do seu próprio preço de venda de produtos e otimizar a gestão do seu negócio.

Uma outra relação que podemos fazer entre esses dois assuntos, empréstimos empresariais e capital de giro, é referente ao empreendedor que está iniciando um negócio e ainda não possui ganhos financeiros expressivos.

Imagine o seguinte cenário:

No início do seu e-commerce, Alberto precisava comprar os seus produtos dos fornecedores e consequentemente, vendê-los.

Se ele não tiver uma condição que o permite postergar o pagamento, até receber o dinheiro da venda – o que é comum no varejo -, será necessário um capital inicial para arcar esses gastos.

Nesse exemplo, nós acabamos de ver como a relação capital de giro e empréstimos ocorreu de forma saudável.

Conclusão

Independente da forma que os empréstimos forem aplicados no seu negócio, apure sempre às margens da sua empresa.

Como foi possível ver ao longo dessa conversa, um capital à mais pode ditar os próximos passos na estratégia financeira do empresário.

Como falamo ao começo dessa conversa, a grande maioria dos lojistas no varejo não sabe a real necessidade de caixa em seus negócios.Por conta disso, te convido a conhecer essa calculadora de capital de giro, no qual será possível ver a real situação da geração de caixa da sua empresa.

Texto escrito pela da equipe de redação do Preço Certo, serviço financeiro que tem como objetivo otimizar precificação de produtos através de indicadores para auxiliar no crescimento do lucro e do caixa.

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