20 dez 2019

4 passos essenciais para não comprometer a gestão da empresa

Gestão da empresa – sem dúvidas é uma das principais palavras-chave na vida de um dono de negócio. É aquela palavra com um significado tão grande, que deve ficar martelando na cabeça, sendo um propósito a alcançar.
4 passos essenciais para não comprometer a gestão da empresa

Todo bom empreendedor, que pensa na gestão da empresa, planeja de maneira criteriosa os passos a serem dados em direção ao crescimento do negócio.

Até mesmo porque fugir do alto índice de mortalidade das empresas brasileiras é o que todos os empresários desejam.

Ninguém quer nadar para morrer na praia, não é mesmo?

Apesar disso, uma série de fatores causam a “morte” tão precoce das empresas. Por isso, os empreendedores que querem prosperar precisam ficar atentos para não cometerem esses erros. 

Em pesquisa divulgada em 2019, o Boa Vista apontou que em 2018, 96,5% das empresas do Brasil que entraram em processo de falência eram pequenas empresas.

Processo de falência não quer dizer necessariamente o fechamento da empresa, mas, sim, que essas empresas possuem problemas financeiros e estruturais. E que, obviamente, elas não estão indo bem.

O IBGE também apresentou que 60% das empresas com cerca de 5 anos de funcionamento fecham suas portas.

E para isso não acontecer com o seu negócio, definitivamente, a gestão da empresa precisa fazer parte da sua trajetória como empreendedor.

Gestão da empresa: como tratar bem o seu dinheiro?

Importante saber que simples controles podem ajudar bastante na hora da organização financeira do negócio.

1- Entenda que lucro e caixa são assuntos diferentes

Lucro é o valor que é originado da diferença entre a receita gerada pela venda de um produto ou serviço e o valor do custo para operação/produção da empresa, ou seja, é o que sobra de toda a operação da empresa dentro de um período específico. Todos os gastos devem ser levados em conta quando o assunto for lucro.

Vamos entender melhor o lucro:

Imagine que uma loja tenha vendido R$ 50 mil em um determinado mês, tendo realizado R$30 mil em pagamentos no mesmo período. À primeira vista, entendemos que houve R$20 mil de lucro, mas não foram consideradas as contas pendentes, nem as despesas. Isso quer dizer que o lucro ainda não está totalmente definido, pois não foram avaliados todos os custos da empresa.

Como calculá-lo:

Podemos representar o lucro assim:

LUCRO (L) = RECEITA (R) – CUSTO (C)

Vale lembrar que o tempo (um período específico) precisa ser levado em consideração para compreender o lucro da empresa.

O período máximo considerado pela maioria das organizações é de um ano, mas existem empresas que realizam essa análise de maneira trimestral ou semestral, depende muito da movimentação do caixa. Com isso, é possível entender e visualizar a quantidade de riquezas/prejuízos daquele período.

2 – Não misture conta pessoal com conta empresarial

É com a conta bancária PJ que a sua empresa começa a ter uma vida financeira real. 

Essa  uma ação que trata claramente sobre a separação entre o dinheiro do seu negócio e a sua vida financeira pessoal. Pensar no capital pertencente a sua empresa de maneira exclusiva é fundamental para o sucesso e crescimento do negócio.

Com essa decisão, você vai conseguir ter em mãos cartões corporativos, cheques, empréstimos empresariais, serviços específicos destinados à empresas, entre outros benefícios.

Essa separação de contas faz parte do crescimento e amadurecimento da empresa.

3 – Não peça dinheiro sem um propósito bem definido

Sua empresa está precisando de dinheiro extra? Não tem certeza? Esse pode ser um verdadeiro tiro no pé: pedir dinheiro sem saber detalhadamente onde ele vai ser aplicado.

 Todo pedido de empréstimo deve ser feito de maneira consciente, já que você terá que devolvê-lo posteriormente, com os juros aplicados. 

Outro ponto que deve ser analisado é se o crédito será utilizado imediatamente ou não. Dinheiro de empréstimo parado na conta esperando uma oportunidade para ser aplicado custa duplamente, uma vez que você está pagando juros por ele e não está aplicando em algo que melhore seus resultados.

Seja específico no pedido de empréstimo. Nós entendemos que o crédito ajuda o crescimento da empresa, mas é preciso organização e uma boa gestão para administrar a utilização desse capital.

4 – Pense bem antes de dar mais prazos ou descontos

Antes de conceder prazos, avalie bem as circunstâncias. Pode parecer que dar mais prazos para os clientes seja menos prejudicial para a empresa do que dar descontos, mas se essa ação não for muito bem avaliada pode ser bem ruim para o negócio.

É importante que a empresa possua condições financeiras suficientes para suportar os benefícios comerciais oferecidos, ou seja, é preciso entender de que maneira o desconto ou o prazo concedido está impactando no caixa da empresa.

Conceder descontos em uma venda à vista é uma boa opção se seu objetivo é aumentar o dinheiro em caixa mais rapidamente. Vender à vista significa utilizar o dinheiro da venda de um produto para cobrir o seu próprio custo. Já a concessão de prazos é uma ótima opção de cobrança para manter consumidores habituais e atrair novos clientes para as compras.

Mas a desvantagem é um maior desequilíbrio do fluxo de caixa, caso não haja um planejamento. Isso pode fazer com que a empresa não consiga arcar com as próprias contas, por ainda não ter recebido as parcelas devidas. A inadimplência dos clientes também pode ser um agravante no caso de vendas a prazo.

Conclusão

Não tem segredo, o uma boa gestão da empresa está diretamente ligada a sua organização.

E uma empresa organizada é aquela que se planeja financeiramente e pensa a longo prazo. Entende que precisa manter a boa gestão do caixa e ao mesmo tempo se prepara para crescer. Usa as vantagens do crédito de maneira sábia, com propósitos definidos e controle financeiro.

Os 10 principais indicadores financeiros.

A BizCapital é uma fintech que concede empréstimos empresariais para negócios que querem crescer. Seu principal objetivo é desburocratizar e tornar mais eficiente o processo de concessão de crédito para as micro, pequenas e médias empresas. 

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