28 jul 2017

O que é o Custo Efetivo Total (CET) e como ele é calculado?

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O que é o Custo Efetivo Total (CET) e como ele é calculado?

Os juros, todas as tarifas, encargos e demais valores que o tomador de crédito deve pagar em um empréstimo ou outra operação formam o custo efetivo total (CET) dela. É o valor que realmente será pago à instituição financeira escolhida para o crédito tomado.

Há anos as instituições informam o CET de seus produtos financeiros por força de lei, mas ainda existem diversas dúvidas e pouco conhecimento geral sobre a sigla e os direitos dos tomadores em relação a ela.

Na BizCapital acreditamos que você tem o direito de saber todos os custos envolvidos em suas operações, para que possa tomar as melhores decisões financeiras para a empresa.

Neste post, vamos explicar vários pontos do custo efetivo para deixá-lo mais a par do que ele é e dos deveres dos bancos e financeiras, além de mostrar as vantagens de sabê-lo. Acompanhe-nos e fique esclarecido!

O que é o CET?

O custo efetivo total é a soma, em percentual, de todo o gasto que o solicitante terá ao tomar um empréstimo ou financiamento, mostrado em até duas casas decimais. E, dependendo da instituição, pode incluir todos os seguintes elementos:

  • taxa de juros da remuneração da instituição;
  • tarifa para abertura do cadastro do cliente;
  • Imposto sobre Operações Financeiras (IOF);
  • taxa de análise de crédito;
  • seguro, como para cobertura da dívida em casos específicos que impossibilitem o responsável de pagá-la;
  • demais taxas e tarifas.

A obrigatoriedade de as instituições divulgarem o CET nas operações foi instituída pelo Banco Central em dezembro de 2007, pela Resolução 3.517 do Conselho Monetário Nacional.

A partir de março de 2008, a prática tornou-se realidade em todas as empresas da área do crédito.

Também foi a partir da resolução que o termo “custo efetivo total” e sua sigla surgiram. Anteriormente, o todo a ser pago por um tomador de crédito era denominado custo total da operação.

A decisão ainda estabeleceu que cada cliente deve previamente ficar a par do CET e de seu cálculo. Ou seja, ele deve ser apresentado na proposta e, posteriormente, constar em contrato para que formalmente o tomador o aceite.

Por que o CET foi instituído?

O principal objetivo da resolução citada foi dar maior transparência às operações de crédito, principalmente na visão dos tomadores.

O Banco Central, favorecendo o acesso à informação para os clientes de serviços financeiros, também criou um meio de ajudá-los a tomarem suas decisões com a resolução.

Pelo custo efetivo, qualquer pessoa pode escolher uma operação visando seus interesses e o negócio mais vantajoso considerando suas necessidades.

Antes disso, sabia-se apenas o número de prestações, seus valores e o total a ser recebido. Era preciso que o cliente fosse a fundo para saber todos os componentes do custo total da operação. E mesmo que fosse, não tinha garantias de acesso à informação, pois as instituições não tinham tal dever legal em relação aos tomadores de crédito.

Quando o CET é utilizado?

A utilização ocorre em toda operação de liberação de crédito.

É obrigatório que as instituições financeiras informem o custo efetivo delas para pessoas e empresas. Isso inclui, além de financiamentos e empréstimos, modalidades como adiantamento de recebíveis, cheque especial e unificação de dívidas.

Como calcular o CET?

O custo é calculado por meio de uma fórmula relativamente complexa, que inclui a matemática financeira. Inclusive, para realizá-la é preciso algum entendimento da área e uma calculadora científica ou, pelo menos, uma planilha automatizada para a conta.

Porém, quem pretende tomar crédito não fica impossibilitado de projetar o CET, porque existem ferramentas que auxiliam os tomadores.

Uma das melhores e mais conhecidas é a calculadora de custo efetivo total do Procon. Nela, basta preencher informações simples sobre a operação e obter o percentual.

Por que é importante para a empresa saber o CET da operação?

Toda decisão é melhor tomada quando a pessoa está informada e se planeja.

O CET serve tanto para planejamento quanto para embasamento de decisões em dados precisos.

Realizar e seguir o planejamento financeiro

Primeiramente, toda tomada de crédito exige planejamento financeiro para que não se torne um problema posteriormente. O valor tem de ser bem pensado, conforme as necessidades de capital de giro, quitação de contas ou investimento.

E as parcelas devem caber no faturamento sem colocar em risco o cumprimento das demais obrigações durante o período de pagamento delas.

Portanto, o negócio não pode correr o risco de tomar um valor projetando determinada parcela e, posteriormente, ter de arcar com prestações maiores, pois isso acaba com o planejamento e pode gerar inadimplência com a instituição e a criação de um grande transtorno.

Comparar condições

O custo efetivo total é disponibilizado também em simulações de crédito. Assim, o empresário pode comparar as condições de duas ou mais instituições e escolher corretamente a mais barata.

Aliás, o resultado do CET não depende apenas de valor e número de parcelas, montante solicitado e juros. Outros encargos administrativos de um banco ou de uma financeira podem acabar elevando o custo final do empréstimo, ainda que seus juros não sejam os maiores entre as opções comparadas.

Portanto, é preciso simular totalmente a tomada do crédito pretendido e visualizar no percentual final qual é a melhor opção, junto a outros diferenciais como a exigência ou não de garantias, a agilidade do prestador do serviço, seu atendimento e a flexibilidade para negociações futuras.

Escolher condições

Independentemente dos fatores envolvidos na contratação do crédito, o custo efetivo total sempre será o valor a ser desembolsado pelo cliente da instituição.

Então, sabendo exatamente quais são as despesas de um empréstimo, por exemplo, o tomador pode negociar condições que reduzam o gasto visto no final do cálculo. Ele pode negociar juros ou reduzir número de parcelas com a instituição. E quando o cálculo for refeito, saberá com certeza se o custo foi reduzido de forma significativa.

Defender o cliente de valores cobrados indevidamente

Como os clientes conhecem tudo o que é envolvido em um empréstimo (e a BizCapital defende esse direito fortemente!), podem facilmente identificar possíveis cobranças indevidas. Assim, podem buscar seus direitos, inclusive judicialmente, demonstrando o custo assinado em contrato e a divergência entre ele e as cobranças feitas pelo banco.

Agora que você sabe o que é o CET e quais são os direitos de quem precisa de crédito em relação a ele, assine nossa newsletter para saber mais!

 

Agora, se você precisar de crédito para sua empresa e estiver sem tempo para a burocracia dos bancos, conte com a BizCapital.

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