22 dez 2017

Qual a importância do capital de giro para o crescimento da empresa?

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Qual a importância do capital de giro para o crescimento da empresa?

Apesar de ser uma peça fundamental para a expansão do negócio, poucos empresários entendem a real importância do capital de giro dentro da empresa.

Atualmente, o mercado brasileiro conta com um crescimento significativo do número de empresários. No país onde a população que é considerada detentora do espírito empreendedor, cenários de oportunidade ou necessidade fizeram com que cada vez mais pessoas se aventurassem pelos caminhos da abertura da própria empresa.

As estatísticas patrocinadas pelo Sebrae apontam que vivemos em um cenário onde nunca se empreendeu tanto por aqui: 4 a cada 10 brasileiros estão empreendendo.

A ideia de ser o seu próprio patrão, trabalhar com o que gosta, fazer as próprias escolhas e poder organizar seu horário de trabalho é muito atraente e conquista cada dia mais quem sonha em exercer essa atividade.

Nesse contexto, a importância do capital de giro como elemento fundamental para um bom desempenho se mostra um dos conceitos mais significativos e necessários para aqueles que encabeçam esse novo desafio.

Em tempos de crise, a abertura de um negócio próprio também se mostra uma ótima alternativa para os que se veem desempregados e sem outras oportunidades no mercado de trabalho.

Mas, trabalhar para si mesmo não é sinônimo de mais tranquilidade, já que o dono do negócio precisa se atualizar constantemente para atender toda a demanda da empresa, principalmente, quando o assunto passa por conceitos técnicos e melhores práticas.

Com o aumento do número de empresários, esses conceitos relacionados ao mundo dos negócios são mais pesquisados e difundidos, mas, ainda assim, muitas pessoas encontram dificuldade em se inteirar a respeito de todos os termos utilizados no dia a dia empresarial.

Ainda que a empresa conte com uma equipe pequena e grande conhecimento técnico por parte do gestor a respeito da atividade desenvolvida, é na administração das finanças que muitos encontram alguns obstáculos e acabam ficando perdidos ou inseguros devido a falta de domínio do assunto.

A busca constante por educação, aprendizado e sabedoria faz com que a gestão seja otimizada, além de trazer bons resultados, tanto monetários quanto de desempenho.

É unânime a ideia de que o sucesso de um empreendimento está fortemente atrelado a uma boa saúde financeira. Assim, a preocupação com a operação e gestão de uma empresa é legítima e exige alguns conhecimentos a respeito.

Foi pensando em todo esse contexto que o artigo foi escrito: um guia rápido para entender melhor sobre o capital de giro, colocar os conhecimentos em prática e colher todos os bons resultados que o cuidado com esse capital vai lhe trazer.

O que é capital de giro?

Começando pelo conceito, o capital de giro, como a própria palavra infere, é realmente o que faz seu negócio girar, ou seja, é o insumo necessário para o funcionamento das suas atividades do dia a dia.

Em termos contábeis, esse capital é definido pela diferença entre passivo e ativo circulante: a diferença entre dívidas e receitas no curto prazo. De acordo com fatores como o tamanho da empresa, tipo do negócio e setor de atuação, a quantidade necessária para se estruturar o capital de giro pode variar.

Operações como pagamento de fornecedores, acerto de salários, contas de água, aluguel, luz e internet, despesas de manutenção, ressarcimento de clientes e quitação de impostos precisam ser financiadas e é o capital de giro que garante que elas possam ser quitadas, sem comprometer o orçamento.

Investimentos como reformas, aquisição de equipamentos ou compra de um novo imóvel não se aplicam ao capital de giro, uma vez que ele é caracterizado por uma composição, basicamente, estruturada por ativos circulantes.

O uso desse recurso para tais fins pode ser capaz de gerar uma descapitalização e, consequentemente, um impasse na hora de honrar as obrigações rotineiras. Se isso acontecer, as relações internas correm o risco de ficarem fragilizadas e acabam minando o negócio em questão.

Um funcionário insatisfeito com o atraso de seu salário ou um fornecedor descontente com a falta de pagamentos, podem trazer diversos problemas que afetam diretamente a empresa e seu funcionamento.

Como aponta o site da Endeavor, o capital de giro concentra-se nas contas a receber, no estoque, no caixa ou na conta corrente bancária.

O conhecimento e domínio do fluxo de caixa da empresa é um passo importante que deve ser dado para se iniciar o planejamento das estratégias do negócio, incluindo a estruturação do capital de giro.

Também merece uma dose extra de atenção o domínio de termos como lançamentos a prazo, contas do ativo e do passivo, além da diferença existente entre capital e patrimônio.

Posteriormente, informações mais detalhadas sobre como obter capital de giro ajudam os empreendedores a prevenir a insuficiência desse capital e a manter as contas em dia.

Qual a importância do capital de giro?

A importância do capital de giro é, dessa forma, zelar pela organização e saúde financeira da empresa, garantindo um ambiente sustentável e que possibilite não só o desenvolvimento interno, mas também o crescimento do volume de negócios.

Ter conhecimento dos recursos necessários para se manter como empresa facilita a administração e garante uma gestão mais consistente e eficiente.

Com o pagamento de impostos, de salários e de fornecedores em dia, o negócio se mantém saudável e consegue crescer. Assim, se as atividades do dia a dia da empresa estão devidamente financiadas, é possível dar continuidade e prosperidade ao negócio sem perder noites de sono pensando em como quitar suas dívidas.

Para garantir um bom funcionamento e o equilíbrio das finanças, é fundamental que os pequenos empresários entendam a importância do capital de giro para seu negócio. É necessário que eles compreendam que o capital auxilia no estabelecimento de um empreendimento mais competitivo e saudável, oferecendo oportunidades para expandir o negócio.

Além disso, ele mostra como a responsabilidade em arcar com os compromissos financeiros faz com que a sua empresa ganhe credibilidade e força no mercado.

Os inúmeros desafios que aparecem na vida do empresário podem ser contornados por uma empresa segura e consciente. Esse é o ambiente que o capital de giro ajuda a criar e sustentar, tendo em vista que ele supre possíveis imprevistos que eventualmente podem acontecer.

Caso a empresa não esteja preparada para lidar com as necessidades de capital de giro, o negócio pode acabar se encontrando em um cenário em que a falta de dinheiro obriga o gestor a fechar as portas

Dessa forma, como é um conceito que nem todos os empresários dominam, a interrupção das atividades de uma empresa está muitas vezes atrelada à desorganização do ciclo financeiro, e a constante busca pelo aprofundamento do assunto é uma alternativa que evita a falência.

Por que organizar as contas?

A organização das contas é uma etapa essencial para uma boa gestão. Quem tem as contas organizadas consegue enxergar a empresa como um todo, suas principais necessidades e oportunidades.

Além disso, fica mais fácil estabelecer urgências como redução de custos, técnicas de negociação e estabelecimento de prioridades. Mesmo com imprevistos que podem surgir ao longo do mês — como, as despesas não planejadas e demora de clientes em pagar — uma empresa que tem suas contas organizadas consegue contornar as adversidades e manter uma reserva para situações repentinas.

Assim, evita-se a recorrente ocorrência de solicitar empréstimos bancários e aceitar as taxas abusivas cobradas pelas instituições financeiras, principalmente, quando é detectado pelo credor um contexto de desespero e de urgência por parte do solicitante do empréstimo.

A consequente inadimplência que pode surgir nesses contextos acaba virando uma bola de neve e, muitas vezes, chega a ser fatal para a saúde financeira da empresa. Para evitar o descontrole financeiro, a Revista Exame publicou uma lista com quatro passos e algumas referências bibliográficas que ajudam quem quer aprofundar no assunto.

Ter disciplina e conhecer os prazos figuram entre os principais meios de se estruturar o capital de giro.

Em caso de gestores que já constataram comprometimento financeiro, é importante que eles aprendam mais sobre o Índice de Endividamento — como calcular, interpretar, avaliar a situação, adotar medidas para solucionar o problema e sair do vermelho.

É sempre bom ressaltar que, para estruturar o capital de giro, é preciso ter mais dinheiro entrando do que saindo da empresa. Dessa forma, um controle de entradas e saídas é uma ferramenta imprescindível para o trabalho de um bom gestor.

Combinado a isso, as contas pessoais e da empresa não podem, de maneira nenhuma, se misturar, criando situações equivocadas, como o uso do capital de giro para pagamento de viagens realizadas para lazer próprio e que nada têm a ver com a atividade desempenhada pela empresa.

A mistura de contas pessoais e o descaso com a necessidade de capital de giro podem ser extremamente prejudiciais a perpetuação do empreendimento.

Quais são os processos, custos e investimentos que envolvem o capital de giro?

Os processos que envolvem a estruturação do capital de giro se baseiam nos pilares: planejamento financeiro, controle financeiro, administração de ativos e administração de passivos.

Enquanto o planejamento financeiro visa evidenciar as necessidades de crescimento somado a identificar e se resguardar de futuras dificuldades, o controle financeiro é responsável por fazer a análise e correção de desvios entre o que foi previsto e o que realmente se realizou.

Além disso, o controle financeiro também trata de analisar e administrar a execução do planejamento e acompanhar o desempenho financeiro da empresa, como seus custos, margens, ganhos, liquidez, volume e endividamento.

A administração dos ativos, por sua vez, pretende garantir a melhor estrutura de risco e retorno dos investimentos e otimizar a gestão do capital de giro. Já a administração dos passivos lida com o gerenciamento do financiamento e com a estrutura de capital.

A administração do capital de giro baseia-se na aliança entre orçamento de capital (ativo) e financiamentos (passivo). A relação deve ser apurada e observada constantemente, visto que o cuidado com o capital de giro é um passo importante para manutenção da saúde financeira.

Com relação aos custos, o empresário pode recorrer a dois tipos de recursos: o recurso de terceiros que incidem em custos de captação e os recursos próprios que incorrem em custos de capital próprio.

O custo de capital é o retorno exigido pelos credores para tornar o investimento possível. Os custos de captação são provenientes de entidades externas e consistem, na maioria das vezes, em empréstimos para financiar as atividades da empresa a partir de capital de terceiros.

Para isso, é essencial analisar as taxas cobradas e os prazos de pagamento. Empresas que oferecem soluções financeiras a partir de empréstimos de forma rápida e online, além de taxas de juros mais competitivas, são uma boa alternativa para esse tipo de captação.

Investir um tempo pesquisando boas opções no mercado pode ajudar o levantamento de capital de giro. A captação de capital de terceiros não dá abertura para que o credor participe das decisões da empresa, mas cria a obrigação de que a dívida seja quitada e para que a reputação do negócio seja mantida.

Os custos de capital próprio, por sua vez, são aqueles associados ao patrimônio líquido, uma vez que são provenientes do proprietário. A média ponderada entre os dois custos, de capital de terceiros e próprio, é denominado Custo Médio Ponderado do Capital (CPMC), equação que indica o nível de atratividade mínima do investimento.

Em menos de 5 minutos, o canal no YouTube Finanças 101 explica um pouco mais esse conceito. Para aqueles que querem acelerar o crescimento, a captação de recursos de terceiros é válida, mas o gestor deve estar ciente de que o risco da empresa aumentará.

A partir da captação de recursos, seja ela por meio de capital próprio ou de terceiros, o gestor pode organizar as finanças da empresa e partir para o desenvolvimento do ciclo financeiro, tendo em vista a realização de investimentos. Isso porque o capital de giro não deve ser maior que o necessário, já que dinheiro parado implica em perda de dinheiro.

Estabelecido o capital para cobrir as despesas do dia a dia, o restante deve ser utilizado para gerar mais receita para a empresa. Os investimentos desse capital podem ser direcionados para produtos do mercado financeiro, como títulos públicos, fundos de investimentos ou ações de empresas listadas na BM&FBovespa.

Além disso, o dinheiro pode ser reinvestido na própria empresa, a partir de atualização de softwares ou aquisição de máquinas mais eficientes, otimizando assim a produção e gerando mais receita.

Todas essas decisões devem ser tomadas com base nos conceitos de risco, retorno e liquidez. O grau de incerteza, o retorno esperado e a facilidade com que o investimento pode ser transformado em caixa são elementos consideráveis para a tomada de decisão a respeito de investimentos.

Como calcular o capital de giro?

Para calcular o capital de giro é preciso subtrair os passivos circulantes da conta de ativos circulantes.

Funciona da seguinte forma: os ativos circulantes são todos os recursos que geram receita para a empresa — como contas a receber, caixa, estoque, aplicações financeiras, bancos etc.

Já o passivo circulante é tudo aquilo que a empresa tem como obrigação, seja ela presente ou futura, que deve ser honrada para a manutenção de um ciclo financeiro saudável — como contas a pagar, empréstimos, pagamento de custos fixos e fornecedores.

A diferença entre os dois resulta no capital de giro, assim:

CG = AC – PC

No qual:

CG = capital de giro

AC = ativo circulante

PC = passivo circulante

Em caso de dificuldade para determinar o que é cada conta ou designar os valores movimentados por elas, é recomendada a busca por um especialista da área que seja capaz de orientar, esclarecer as dúvidas e ajudar na organização das finanças da empresa.

Lembre-se que o cálculo correto do capital de giro é essencial para fazer o seu negócio crescer e, além disso, ele pode até se tornar um forte diferencial competitivo para o seu negócio, tendo em vista que muitos empresários negligenciam esse assunto em suas empresas.

Como obter capital de giro?

A primeira coisa que o empreendedor deve observar para obter capital de giro é se a conta entre o prazo de pagamento dos clientes, prazo de pagamento dos fornecedores e tamanho do estoque fecham.

Isso porque se você tem um descompasso entre o prazo de pagamento dos clientes e dos fornecedores, além de um estoque grande que acaba incorrendo em custos de manutenção, a tragédia no ciclo financeiro é anunciada.

O que se vê muito entre pequenos e médios empresários é que a hora de saldar a dívida com os fornecedores pode coincidir com prazo de pagamento maior para os clientes e um estoque caro para a empresa.

Assim, o empreendedor ficará em uma situação em que não será possível cumprir essa obrigação, causando descontentamento de seus parceiros e descontrole financeiro.

Boas medidas para evitar que isso aconteça, como aponta o Sebrae, é reduzir o prazo de recebimento da sua empresa, otimizar o estoque, negociar melhor com os fornecedores e alinhar o bônus do seu time ao ciclo financeiro.

A redução do prazo de recebimento, ainda que seja uma tarefa difícil, precisa ser realizada, seja por meio da redução do prazo de parcelamento ou pelo incentivo para que os clientes paguem à vista.

Esse é um desafio que deve ser enfrentado em para obter uma melhoria no prazo médio de recebimentos, o que pode representar o início da estruturação do capital de giro.

Em relação à otimização do estoque, é importante que a empresa avalie suas necessidades reais e mantenha em estoque apenas o que não desiquilibrará as contas. Quando se trata dos fornecedores, a empresa passa a ser cliente e tem o poder de barganha.

Lembre-se disso ao negociar prazos, pedir descontos e realizar compras. É fundamental ser criterioso nas despesas e procurar sempre gastar menos.

O controle de gastos só trará benefícios para o empreendimento e nenhum fornecedor vai querer perder venda, ou seja, fará o máximo para manter-se mais flexível e preservar a relação com o cliente (você).

A quarta medida, que consiste em alinhar o bônus do seu time ao ciclo financeiro, alia as áreas comercial, de vendas e a controladoria.

Dessa maneira, cada área se preocupará com a garantia dos melhores prazos de pagamento, tanto de clientes quanto de fornecedores, enquanto o controller será o responsável por fiscalizar o cumprimento dos acordos e o bom funcionamento do ciclo financeiro.

Com tudo isso funcionando, os bons resultados permitirão que o dinheiro sobre no fim do mês e que a empresa mantenha o capital de giro sempre disponível para despesas fixas e eventuais.

Em resumo, o capital de giro é um elemento importantíssimo para manter o ciclo financeiro da empresa saudável e manter um ambiente sustentável. Esse capital permite que o empreendedor tenha tranquilidade para honrar seus compromissos e saldar suas obrigações.

Assim, é possível desenvolver o negócio e buscar o crescimento por meio de investimentos internos e externos. O trabalho de controle financeiro é um esforço diário, conjunto e que exige persistência e disciplina, mas sua negligência pode levar ao encerramento das atividades da empresa.

O capital de giro é um elemento imprescindível para quem controla os gastos e se preocupa com a saúde financeira.

A separação das contas pessoais e da empresa também é fundamental para manter o fluxo de caixa organizado e, assim, usá-lo como aliado de uma gestão comprometida com a excelência, que conseguirá monetizar os bons resultados.

Para aqueles que se vêem em situação de risco, negociar prazos, rever gastos e combinar recebimentos é uma boa decisão rumo a reversão de cenário. Assim, como o termo capital de giro, o conhecimento e aprofundamento de outros conceitos do mundo do negócio são um diferencial para aqueles empresários que desejam aprimorar a administração.

Agora, você consegue perceber qual é a real importância do capital de giro para o seu negócio, certo? Com todas estas dicas, o responsável pelas finanças se sentirá mais preparado e capaz de administrar os produtos sob sua gestão, uma vez que é promovida a interação para um novo mundo com conexões digitais e mais colaborativo. As soluções financeiras para o seu negócio estão mais próximas que você imagina e podem ser acessadas no alcance de um clique.

 

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