22 dez 2017

Qual a importância do capital de giro para empresas?

leitura de 14 min
Qual a importância do capital de giro para empresas?

Poucos empresários entendem a real importância do capital de giro para empresas, mesmo sendo uma peça fundamental para a expansão do negócio.

Atualmente, o mercado brasileiro conta com um crescimento significativo do número de empresários. As estatísticas patrocinadas pelo Sebrae apontam que vivemos em um cenário em que 4 a cada 10 brasileiros estão empreendendo.

Nesse contexto, a importância do capital de giro como elemento fundamental para um bom desempenho se mostra um dos conceitos mais significativos e necessários para aqueles que encabeçam esse novo desafio.

É unânime a ideia de que o sucesso de um empreendimento está fortemente atrelado a uma boa saúde financeira. Assim, a preocupação com a operação e gestão de uma empresa é legítima e exige alguns conhecimentos a respeito.

Foi pensando nesse contexto que o artigo foi escrito: um guia rápido para entender melhor sobre o capital de giro para empresas, colocar os conhecimentos em prática e colher todos os bons resultados que o cuidado com esse capital vai lhe trazer.

O que é capital de giro para empresas?

Começando pelo conceito, o capital de giro, como a própria palavra infere, é realmente o que faz seu negócio girar, ou seja, é o insumo necessário para o funcionamento das suas atividades do dia a dia.

Em termos contábeis, esse capital é definido pela diferença entre passivo e ativo circulante: a diferença entre dívidas e receitas no curto prazo. De acordo com fatores como o tamanho da empresa, tipo do negócio e setor de atuação, a quantidade necessária para se estruturar o capital de giro pode variar.

Operações como pagamento de fornecedores, acerto de salários, contas de água, aluguel, luz e internet, despesas de manutenção, ressarcimento de clientes e quitação de impostos precisam ser financiadas e é o capital de giro que garante que elas possam ser quitadas, sem comprometer o orçamento.

Investimentos como reformas, aquisição de equipamentos ou compra de um novo imóvel não se aplicam ao capital de giro, uma vez que ele é caracterizado por uma composição, basicamente, estruturada por ativos circulantes.

O uso desse recurso para tais fins pode ser capaz de gerar uma descapitalização e, consequentemente, um impasse na hora de honrar as obrigações rotineiras.

Como aponta o site da Endeavor, o capital de giro concentra-se nas contas a receber, no estoque, no caixa ou na conta corrente bancária.

O conhecimento e domínio do fluxo de caixa da empresa é um passo importante que deve ser dado para se iniciar o planejamento das estratégias do negócio, incluindo a estruturação do capital de giro.

Posteriormente, informações mais detalhadas sobre como obter capital de giro ajudam os empreendedores a prevenir a insuficiência desse capital e a manter as contas em dia.

Qual a importância do capital de giro?

A importância do capital de giro é, dessa forma, zelar pela organização e saúde financeira da empresa, garantindo um ambiente sustentável e que possibilite não só o desenvolvimento interno, mas também o crescimento do volume de negócios.

Ter conhecimento dos recursos necessários para se manter como empresa facilita a administração e garante uma gestão mais consistente e eficiente.

Para garantir um bom funcionamento e o equilíbrio das finanças, é fundamental que os pequenos empresários entendam a importância do capital de giro para seu negócio. É necessário que eles compreendam que o capital auxilia no estabelecimento de um empreendimento mais competitivo e saudável, oferecendo oportunidades para expandir o negócio.

Além disso, ele mostra como a responsabilidade em arcar com os compromissos financeiros faz com que a sua empresa ganhe credibilidade e força no mercado.

Os inúmeros desafios que aparecem na vida do empresário podem ser contornados por uma empresa segura e consciente. Esse é o ambiente que o capital de giro ajuda a criar e sustentar, tendo em vista que ele supre possíveis imprevistos que eventualmente podem acontecer.

Por que organizar as contas?

A organização das contas é uma etapa essencial para uma boa gestão. Quem tem as contas organizadas consegue enxergar a empresa como um todo, suas principais necessidades e oportunidades.

Além disso, fica mais fácil estabelecer urgências como redução de custos, técnicas de negociação e estabelecimento de prioridades. Mesmo com imprevistos que podem surgir ao longo do mês — como, as despesas não planejadas e demora de clientes em pagar — uma empresa que tem suas contas organizadas consegue contornar as adversidades e manter uma reserva para situações repentinas.

É sempre bom ressaltar que, para estruturar o capital de giro, é preciso ter mais dinheiro entrando do que saindo da empresa. Dessa forma, um controle de entradas e saídas é uma ferramenta imprescindível para o trabalho de um bom gestor.

Em caso de gestores que já constataram comprometimento financeiro, é importante que eles aprendam mais sobre o Índice de Endividamento — como calcular, interpretar, avaliar a situação, adotar medidas para solucionar o problema e sair do vermelho.

Combinado a isso, as contas pessoais e conta PJ não podem, de maneira nenhuma, se misturar, criando situações equivocadas, como o uso do capital de giro para pagamento de viagens realizadas para lazer próprio e que nada têm a ver com a atividade desempenhada pela empresa.

A mistura de contas pessoais e o descaso com a necessidade de capital de giro podem ser extremamente prejudiciais a perpetuação do empreendimento.

Quais as fontes de Capital de Giro Empresarial?

Existem 3 fontes básicas de capital de giro, vamos explicar cada uma delas nas linhas a seguir:

  • Capital próprio: Parte do dinheiro dos sócios é usada para adquirir equipamentos, imóveis, etc. e outra parte é usada para formação de caixa, ou, capital de giro;
  • Capital financeiro de terceiros: Empresas podem tomar empréstimos de curto prazo para financiar suas operações ou então descontar títulos em fundos de fomento. Desta forma, elas usam capital de terceiros para girar o caixa.
  • Capital operacional de terceiros: Há empresas que conseguem trabalhar com prazos de pagamento muito superiores aos de recebimento. Empresas que conseguem fazer isso, podem trabalhar com o capital de seus clientes e fornecedores.

As duas primeiras fontes de Capital de Giro são as chamadas, fontes onerosas, ou seja, geram custos financeiros à empresa. No caso do capital de terceiros, o custo é a tarifa cobrada em função dos juros. Já no caso do capital próprio, o preço pago é o custo de oportunidade relativo ao montante.

Quando a empresa consegue obter capital pela terceira via, não há custos financeiros envolvidos, já que ela dispõe de excesso de caixa. Contudo, os empresários precisam avaliar se o alongamento dos prazos não está provocando um aumento nos preços praticados pelos fornecedores. Também deve-se verificar se os recebimentos à vista são obtidos ao custo de grandes descontos.

Quais são os processos, custos e investimentos que envolvem o capital de giro?

Processos

Os processos que envolvem a estruturação do capital de giro se baseiam nos pilares: planejamento financeiro, controle financeiro, administração de ativos e administração de passivos.

Enquanto o planejamento financeiro visa evidenciar as necessidades de crescimento somado a identificar e se resguardar de futuras dificuldades, o controle financeiro é responsável por fazer a análise e correção de desvios entre o que foi previsto e o que realmente se realizou.

Além disso, o controle financeiro também trata de analisar e administrar a execução do planejamento e acompanhar o desempenho financeiro da empresa, como seus custos, margens, ganhos, liquidez, volume e endividamento.

A administração dos ativos, por sua vez, pretende garantir a melhor estrutura de risco e retorno dos investimentos e otimizar a gestão do capital de giro. Já a administração dos passivos lida com o gerenciamento do financiamento e com a estrutura de capital.

A administração do capital de giro baseia-se na aliança entre orçamento de capital (ativo) e financiamentos (passivo). A relação deve ser apurada e observada constantemente, visto que o cuidado com o capital de giro é um passo importante para manutenção da saúde financeira.

Custos

Com relação aos custos, o empresário pode recorrer a dois tipos de recursos: o recurso de terceiros que incidem em custos de captação e os recursos próprios que incorrem em custos de capital próprio.

Os custos de captação consistem, na maioria das vezes, em empréstimos para financiar as atividades da empresa a partir de capital de terceiros. Para isso, é essencial analisar as taxas cobradas e os prazos de pagamento. Empresas que oferecem soluções financeiras a partir de empréstimos de forma rápida e online, além de taxas de juros mais competitivas, como a Biz, são uma boa alternativa para esse tipo de captação.

Os custos de capital próprio, por sua vez, são aqueles associados ao patrimônio líquido, uma vez que são provenientes do proprietário. A média ponderada entre os dois custos, de capital de terceiros e próprio, é denominado Custo Médio Ponderado do Capital (CPMC). Em menos de 5 minutos, o canal no YouTube Finanças 101 explica um pouco mais esse conceito.

A partir da captação de recursos, seja ela por meio de capital próprio ou de terceiros, o gestor pode organizar as finanças da empresa e partir para o desenvolvimento do ciclo financeiro, tendo em vista a realização de investimentos. Isso porque o capital de giro não deve ser maior que o necessário, já que dinheiro parado implica em perda de dinheiro.

Investimento

Estabelecido o capital para cobrir as despesas do dia a dia, o restante deve ser utilizado para gerar mais receita para a empresa. Os investimentos desse capital podem ser direcionados para produtos do mercado financeiro, como títulos públicos, fundos de investimentos ou ações de empresas listadas na BM&FBovespa.

Além disso, o dinheiro pode ser reinvestido na própria empresa, a partir de atualização de softwares ou aquisição de máquinas mais eficientes, otimizando assim a produção e gerando mais receita.

Como calcular o capital de giro?

Para calcular o capital de giro é preciso subtrair os passivos circulantes da conta de ativos circulantes.

Funciona da seguinte forma: os ativos circulantes são todos os recursos que geram receita para a empresa — como contas a receber, caixa, estoque, aplicações financeiras, bancos etc.

Já o passivo circulante é tudo aquilo que a empresa tem como obrigação, seja ela presente ou futura, que deve ser honrada para a manutenção de um ciclo financeiro saudável — como contas a pagar, empréstimos, pagamento de custos fixos e fornecedores.

A diferença entre os dois resulta no capital de giro, assim:

CG = AC – PC

No qual:

CG = capital de giro

AC = ativo circulante

PC = passivo circulante

Em caso de dificuldade para determinar o que é cada conta ou designar os valores movimentados por elas, é recomendada a busca por um especialista da área que seja capaz de orientar, esclarecer as dúvidas e ajudar na organização das finanças da empresa.

Lembre-se que o cálculo correto do capital de giro é essencial para fazer o seu negócio crescer. Além disso, ele pode até se tornar um forte diferencial competitivo para o seu negócio.

Como obter um Capital de Giro saudável?

A obtenção de um Capital de Giro para crescer tem início com um bom planejamento financeiro, com controle rígido. Outras dicas importantes são:

1. Fazer um rígido controle dos gastos

Inicialmente, é fundamental que a empresa tenha todos os gastos devidamente registrados. À partir do controle, é possível identificar os custos que podem ser diminuídos ou até mesmo cortados, resultando em economia.

O controle também ajuda a gestão de uma empresa de limpeza pós obra, por exemplo, a manter as responsabilidades financeiras em dia. Desta forma, evita-se a má administração do Capital de Giro, que é uma das principais causas da falência de diversos negócios.

2. Ter disciplina financeira

Um erro que pode ser fatal para qualquer empreendimento é o uso do Capital de Giro para a cobertura de despesas sem a sua reposição. O empréstimo empresarial é uma boa opção, e recomenda-se sempre a devolução do mesmo valor assim que ele entra em caixa.

A disciplina com as questões financeiras pode parecer chata, principalmente em negócios mais familiares, como em uma oficina familiar especializada na manutenção de paleteiras, para exemplificar. É preciso saber separar as coisas e manter o controle financeiro, como uma forma de reduzir riscos que podem aparecer no futuro.

3. Saber negociar com fornecedores e clientes

A relação com os fornecedores e clientes também requer jogo de cintura, em benefício do Capital de Giro das empresas. A dica é procurar os fornecedores com as formas de pagamento mais confortáveis, seja pelo aumento do prazo ou pelo desconto à vista.

O valor gasto com os fornecedores de equipamentos para academia para emagrecer, por exemplo, sempre devem caber no planejamento do Capital de Giro da empresa.

Já no relacionamento com os clientes, o ideal é que os empreendimentos estejam sempre tentando reduzir os prazos de financiamento. Mas isso deve ser feito com cautela para que os concorrentes não ofereçam condições de pagamento muito melhores nesse período.

4. Optar pelo financiamento para Capital de Giro

O financiamento para Capital de Giro aparece como uma opção para as empresas que estão passando por momentos apertados, ou para aquelas que estão começando e precisam de recursos para o negócio crescer.

A solução pode ser útil para empreendimentos de diversos segmentos de atuação, como uma especializada em medicina do trabalho, que faça exame toxicológico admissional CLT.

De uma maneira geral, o financiamento costuma atender obrigações financeiras cotidianas das empresas, como o pagamento de salários, por exemplo. Trata-se de uma espécie de linha de crédito, usada para ajudar na reorganização do fluxo de caixa de um empreendimento, principalmente a curto prazo.

O Capital de Giro para crescer é importante para a tão sonhada expansão das empresas e também de profissionais autônomos, como um perito judicial trabalhista, por exemplo.

Quando optar pelo financiamento para Capital de Giro?

O financiamento costuma ser utilizado quando os empreendedores notam que as corporações estão com as finanças descontroladas.

Ou ainda, quando as contas da empresa não são devidamente planejadas. Também é uma saída quando as empresas precisam de investimentos para crescer, mas os proprietários não possuem recursos próprios para isso.

Se o financiamento for a solução, o mais indicado é fazê-lo com planejamento, com a certeza de que a empresa pode garantir o pagamento do serviço. Outras dicas importantes são:

  • Pesquisar  as melhores condições do mercado;
  • Fazer financiamentos e empréstimos de maneira responsável;
  • Corrigir procedimentos de compra e venda, evitando dívidas;
  • Manter a saúde do Capital de Giro e realizar os pagamentos adequadamente.

Atualmente são diversas as instituições financeiras que oferecem o serviço de financiamento para Capital de Giro. Em muitos casos, as fintechs – startups de serviços financeiros, como a BizCapital, podem oferecer boas condições para esses financiamentos.

De uma maneira geral, a dica é nunca contratar um serviço bancário sem antes conferir as condições de outras instituições financeiras. Na internet, é possível pesquisar aquelas que costumam ter as melhores condições de financiamento para Capital de Giro para empresas.

O empreendimento precisa estar formalizado e com os documentos em ordem. Com tudo entregue, é feita uma análise de crédito do negócio, verificando a sua reputação.

Desta forma, quando aprovado, o financiamento proporciona um Capital de Giro adequado para a empresa. Assim, ela consegue se preparar melhor para as possíveis dificuldades financeiras, com processos simples e rápidos, além de serem menos burocráticos.

Agora, você consegue perceber qual é a real importância do capital de giro para o seu negócio, certo? Com todas estas dicas, o responsável pelas finanças se sentirá mais preparado e capaz de administrar os produtos sob sua gestão, uma vez que é promovida a interação para um novo mundo com conexões digitais e mais colaborativo. As soluções financeiras para o seu negócio estão mais próximas que você imagina e podem ser acessadas no alcance de um clique.

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