23 maio 2022

Entenda como está a economia do Brasil hoje

Entenda como está a economia do Brasil hoje

Acompanhar como está a economia do Brasil hoje, assim como as previsões de alguns indicadores econômicos, pode evitar que seu negócio entre em uma fria a médio e longo prazo. Mais do que isso, pode permitir que você identifique oportunidades antes de outros competidores.

Afinal, alguns desses indicadores certamente impactarão o planejamento empresarial do seu negócio, seja em custos de insumos para fabricação, fretes de mercadorias e até mesmo importações. 

Pensando nisso, trouxemos informações e perspectivas relevantes de cinco dos principais indicadores de nossa economia: o PIB, a inflação, o mercado de trabalho, a taxa de juros e a Selic, além do câmbio.

Quer saber como está a situação econômica do Brasil hoje? Então, vem com a gente!

Atividade econômica, queda e crescimento do PIB 

Para começar a entender como está a economia do Brasil hoje, precisamos falar sobre o PIB. Depois de ter registrado a maior queda anual desde 1990 em 2020, voltamos a registrar o crescimento do PIB, com aumento de 4,6% em 2021.

Passados os impactos econômicos mais fortes trazidos pela pandemia, a economia brasileira parece ter disposição para retornar à dinâmica vista antes de 2020, mas isso não é exatamente uma boa notícia.

Depois da severa crise de 2015/2016, a economia brasileira criou um padrão de crescimento muito baixo, sempre rondando a taxa de 1% ao ano.

Neste ano, apesar de superados alguns problemas econômicos trazidos pela pandemia, vivenciamos, neste momento,  um relativo descontrole da Covid-19 na China e a promessa de aumento dos juros nos países desenvolvidos, elementos que devem jogar contra a economia global.

No Brasil, o cenário é ainda mais desafiador. Isso porque, apesar da Copa do Mundo em novembro, em outubro teremos eleições presidenciais.

Mercado de trabalho

Os efeitos econômicos da pandemia recaíram com intensa gravidade sobre o mercado de trabalho brasileiro. 

É evidente que este não foi um fenômeno visto só no nosso país, uma vez que a taxa de desemprego aumentou no mundo inteiro, mas nosso mercado doméstico foi atingido quando já enfrentava um momento delicado.

A taxa de desemprego medida pelo IBGE apontou 11,1% de desocupação ao final do primeiro trimestre deste ano, o que representa um dos menores patamares desde o final de 2019, antes dos efeitos econômicos da pandemia.

Apesar da leve melhora dos indicadores do mercado de trabalho, principalmente nos últimos meses, ainda somos aproximadamente 12 milhões de desempregados, cerca de 5 milhões de desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego) e a população subocupada (que trabalha menos horas do que gostaria), soma mais de 6 milhões de pessoas.

Esse contingente de pessoas sem trabalho ou apenas parcialmente ocupadas tem permitido diminuição da renda, apesar de também causar a diminuição da taxa de desemprego no país.

Os desafios ainda são muito grandes, mas espera-se uma melhora mais relevante em um eventual ambiente político menos conturbado como o que estamos enfrentando no momento.

Leia mais: conheça as leis trabalhistas

Inflação no Brasil e IPCA

Você já deve ter ouvido que a inflação no Brasil hoje está muito longe da meta definida pelo governo. Então, o que podemos trazer de perspectivas para aqui?

Vamos aos fatos: existe grande possibilidade da inflação no Brasil hoje, que está em 12,13%, continuar acima dos dois dígitos até outubro deste ano, o que, de fato, é muito grave.

Por outro lado, apesar dos imensos desafios à frente, o pico de inflação no Brasil pode ter acontecido justamente no mês de abril. Ou seja, daqui em diante, apesar de elevada, existe uma tendência de queda.

Os riscos dessa tendência não se concretizar estão ligados à corrida presidencial brasileira, ao aumento da taxa de juros nos Estados Unidos e aos desdobramentos geopolíticos na Europa.

Juros no Brasil e taxa Selic

Para tentar combater a maior inflação no Brasil em quase 20 anos, o Banco Central do Brasil tem realizado uma política monetária chamada de contracionista.

Contracionista porque o aumento da taxa de juros no Brasil visa diminuir o ritmo de atividade econômica, na intenção de criar um ambiente com preços mais baixos. 

Ou seja, se o crédito ficar mais caro, as pessoas e empresas devem esperar um pouco mais para investir ou comprar algo. Se compram menos, os preços tendem a baixar.

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Como a inflação de março e de abril veio muito acima do que esperavam os membros do Bacen, a autoridade monetária brasileira decidiu estender o ciclo de aumento da Selic. E o que isso significa?

Em março, o Comitê de Política Monetária (Copom) havia adiantado que a reunião de maio marcaria o fim dos aumentos da taxa básica de juros no Brasil, o que acabou não se concretizando. Então, o ciclo será mais longo do que o esperado.

No comunicado da reunião de maio, o banco antecipou que, diante da persistência da inflação no Brasil, há necessidade de um novo aumento de juros em junho. Desta vez, um ajuste menor que o feito em maio, de 1%.

A expectativa é de que a Selic, atualmente em 12,75%, encerre 2022 em 13,25% e 2023 em 9,75%.

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Dólar

A moeda brasileira começou o ano de forma surpreendente. Contrariando a maioria das projeções feitas pelo mercado, o real foi ganhando força em relação ao dólar mês após mês e se consolidou como a moeda com maior valorização no mundo.

A guerra na Ucrânia acabou produzindo um aumento do fluxo de capitais estrangeiros em direção ao nosso país, o que colaborou com o movimento de valorização do real.

Depois de um desempenho excepcional no primeiro trimestre, a moeda nacional mostrou os primeiros sinais de desgastes desta “corrida”.

Após três meses seguidos de forte valorização, o real perdeu bastante força em relação ao dólar em abril e o movimento permanece em maio.

Daqui para a frente, a tendência de médio e longo prazo é de desvalorização da moeda brasileira. Isso porque a normalização da taxa de juros nos Estados Unidos (aumento da taxa básica de juros) e a corrida eleitoral brasileira devem promover bastante volatilidade e uma tendência ao fortalecimento do dólar.

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Como fica a situação econômica no Brasil?

De modo geral, temos um grande desafio que vem do setor externo. A guerra na Ucrânia e as taxas de juros nos Estados Unidos e na Europa se mostram como importantes pontos de mudanças na economia mundial. Ambos os eventos jogam contra a moeda brasileira e podem influenciar a cotação do dólar por aqui.

Os desafios não são menores no campo doméstico e o principal, junto com a inflação, é a corrida presidencial.

A perda do poder aquisitivo da população deixa mais aparente um problema secular no país e atua como um problema para a atividade econômica. 

A disputa política é como um amplificador dos nossos problemas e essa instabilidade gera mais perdas para o real, além de deixar os empresários mais pensativos.

Espera-se que, com uma eventual diminuição da tensão política no final do ano e uma melhora na condição geopolítica global, possamos, de fato, começar a superar os obstáculos e voltar a observar o crescimento econômico no Brasil.


André Galhardo é economista-chefe da Análise Econômica, professor universitário nos cursos de Ciências Econômicas, Administração e Relações Internacionais, coordenador do Grupo de Pesquisa DEPEC da UNIP e Mestre em Economia Política pela PUC-SP. Possui ampla experiência em análise de conjuntura econômica nacional e internacional, e é autor do livro “O Salto do Sapo: a difícil corrida brasileira rumo ao desenvolvimento econômico”.

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