10 nov 2016

5 indicadores financeiros para acompanhar a saúde da sua empresa

leitura de 9 min
5 indicadores financeiros para acompanhar a saúde da sua empresa

Sabemos que manter o controle sobre as finanças do negócio é fundamental para o seu sucesso e não olhar para os indicadores financeiros é um erro bem grande. De fato, com o controle dos recursos gastos e disponíveis dá para obter inferências sobre o desempenho de mercado, e também tomar decisões mais acertadas.

Para uma boa gestão financeira, o uso de indicadores financeiros é especialmente útil. E, dentre eles, alguns são considerados mais importantes para conhecer como anda o negócio. Por isso, no post de hoje apresentamos 5 deles, além de seus cálculos e como utilizá-los de maneira adequada. Confira!

1. Faturamento bruto

O faturamento bruto é um indicador é simples de ser acompanhado, mas serve de base para muitas outras análises. Para acompanhá-lo, basta fazer o somatório de todas as entradas de recursos na empresa dentro de um determinado período.

Basicamente, basta somar todas as vendas realizadas ou todas as mensalidades pagas pelos clientes. Se uma loja vendeu, em um mês, 200 peças a R$ 100,00, por exemplo, o faturamento é dado por R$ 20.000,00.

Assim, a fórmula é:

faturamento bruto = número de vendas x preço unitário

Inicialmente, ele pode ser confrontado contra o valor esperado. Se a expectativa, mediante análise relevante, era de R$ 30.000,00, então há um provável indício de que algo prejudicial para o faturamento aconteceu com o negócio.

2. Lucratividade

A lucratividade é um dos indicadores financeiros mais importantes, porque um negócio pode ter alto faturamento, e não ser lucrativo. Então, como é a partir da margem de lucro que o negócio se mantém, se expande e remunera seus donos, vale a pena ficar de olho nesse indicador.

Ele é calculado desta forma:

lucratividade = (lucro / faturamento bruto) x 100%

Se dos R$ 20.000,00, arrecadados no exemplo anterior, R$ 12.000,00 correspondem ao lucro, quer dizer que há uma lucratividade de 60%. Caso a relação se dê pelo lucro líquido ou operacional, trata-se de margem operacional.

Nesse caso, vale pensar que dos R$ 20.000,00, R$ 8.000,00 correspondem ao lucro operacional. Assim, a lucratividade ou margem operacional é dada por 40%.

De fato, não existe um número único que indique uma excelente lucratividade — na verdade, quanto maior for o valor encontrado, melhor. Um valor negativo, por outro lado, indica que o negócio está gastando mais do que ganha, mesmo com as vendas.

3. Margem de contribuição

A margem de contribuição, por sua vez, indica de maneira relativa quanto cada produto ou serviço contribui para o lucro da empresa. E, para que ela seja calculada, utiliza-se a seguinte fórmula:

margem de contribuição = [(valor da venda – custos fixos e variáveis) / valor da venda] x 100%

Para efeitos de cálculo, levemos em consideração um determinado produto, que custa R$ 100,00. Desse valor, R$ 10 vão para a aquisição da R$ 40,00 vão para impostos diversos e R$ 10,00 para o pagamento de outras despesas.

Assim, a margem de contribuição é dada por:

margem de contribuição = [(100 – 40 – 10 – 10) / 100] x 100%

margem de contribuição = 40%

Então, isso significa que, no caso desse produto, a cada R$ 1,00 investido há uma contribuição de R$ 0,40 para os lucros da empresa.

4. Liquidez corrente

Conhecer a imobilização dos recursos do negócio também é fundamental para a tomada de decisão e para entender como anda a sua situação financeira. Afinal, ter muitos recursos imobilizados diminui a vantagem competitiva do negócio, e faz com que ele perca boas oportunidades.

Para evitar que isso aconteça, é recomendado acompanhar a liquidez corrente. Esse indicador é de curto prazo e mostra, dentro de determinado período de tempo, quão imobilizados estão os ativos.

Para calculá-lo, usamos a fórmula:

liquidez corrente = ativos circulantes / passivos circulantes

Nesse caso, os ativos circulantes correspondem a todos os recursos, como contas a receber, fundo de caixa e investimentos. Já os passivos circulantes correspondem às contas a pagar, custos fixos e outras despesas.

Então, se em determinado mês a empresa tem ativos circulantes de R$ 50.000,00 e passivos circulantes de R$ 25.000,00, por exemplo, a liquidez corrente é de 2 ou 200% — o que indica que o negócio tem muitos recursos disponíveis.

Porém, noutro exemplo, se os ativos corresponderem a R$ 50.000,00 e os passivos a R$ 75.000,00, então a liquidez corrente é de 0,67, aproximadamente. Com isso, a empresa vai precisar dispor de recursos em caixa para cumprir com suas obrigações.

5. Ticket médio

O ticket médio diz respeito aos clientes e é especialmente importante para entender tanto o desempenho do negócio quanto o próprio comportamento dos clientes. Basicamente, ele corresponde ao valor médio gasto pelos clientes dentro de terminado período de tempo.

O cálculo pode ser feito tanto de maneira individual quanto coletiva, da seguinte forma:

ticket médio = faturamento bruto / número de vendas

Portanto, um cliente que comprou R$ 150,00 em um mês, R$ 220,00 no segundo e R$ 230,00 no terceiro mês, por exemplo, teve um gasto total de R$ 600,00 no trimestre. Assim, o seu ticket médio é dado por R$ 200,00.

Já para o cálculo de maneira coletiva, basta pensar em um negócio que teve faturamento bruto de R$ 200.000,00 e cerca de 500 vendas. Com isso, o ticket médio por cliente é de R$ 400,00.

O acompanhamento desse indicador é importante porque, para aumentar o faturamento do negócio, é possível aumentar tanto o número de vendas quanto o ticket médio — ou seja, fazer as pessoas gastarem mais.

E o nível desse indicador será bom ou ruim dependendo do negócio. Se o ticket médio é de R$ 400,00 e os produtos custam em média R$ 300,00, há um indício de que os clientes estão fazendo compras menores ou não estão retornando. Já se os produtos custam cerca de R$ 100, esse mesmo ticket médio indica uma estratégia de sucesso.

Enfim, como vimos, os indicadores financeiros que permitem acompanhar a saúde da empresa incluem o faturamento bruto, a lucratividade, a margem de contribuição, a liquidez corrente e o ticket médio. Portanto, com uma análise adequada deles, com certeza, o negócio é favorecido — assim como o seu sucesso!

E por falar em sucesso…

Meça todos os seus indicadores financeiros e fique de olho:

Nível de Endividamento

Capaz de medir quanto “no vermelho” a empresa está, o indicador nível de endividamento é importante para evitar a construção de um buraco de dívidas que dificilmente se consegue sair. Para chegar nesse resultado, divida o passivo pelo ativo da empresa e multiplique o resultado por 100. O resultado será a porcentagem de endividamento do empreendimento. Quanto maior o número, maior a sua dívida diante de sua renda.

Ponto de Equilíbrio

O ponto de equilíbrio – Breakeven – é o valor que você deve ter em mente mensalmente. A métrica serve para descobrir o que deve faturar para pagar todos os gastos da empresa, contando com custos variáveis e despesas fixas. Ele é um bom indicador para orientar o faturamento mensal, ajudando a acompanhar metas e identificar possíveis desvios e ações corretivas.

Controle Orçamentário

O controle orçamentário é um processo de acompanhamento que serve para analisar a diferença entre o que foi orçado no planejamento da empresa e o que de fato foi obtido em dados reais. Utilizado para identificar as variações de resultados, corrigir possíveis erros e ajustar os próximos planejamentos a fim de otimizar investimentos em pontos chave da empresa. Com ele, o acompanhamento do cumprimento de metas se torna mais factível e consistente.

Custos Fixos e Variáveis

Mapear o indicador financeiro de custos fixos e variáveis é um dos principais passos para um bom gerenciamento financeiro do negócio. Os custos fixos são aqueles que permanecem os mesmos mensalmente, como por exemplo planos de telefone e gastos com aluguel. Os custos variáveis, por sua vez, são aqueles que costumam sofrer mudanças, como gastos com matéria-prima e mão-de-obra. Para mapear esses custos, basta fazer um levantamento mensal dessas despesas e controlá-las de acordo com seu orçamento. Conhecendo bem essas informações, é possível pensar em melhorias e investimentos para o seu negócio.

Margem Operacional

Indicador essencial para o propósito aqui explicitado – saber a situação financeira da empresa. A margem operacional é a porcentagem de uma venda que fica após as reduções de despesas, exceto a do Imposto de Renda. Notar essa métrica é interessante para que esteja sempre ciente do resultado operacional da empresa de forma líquida.

Qual a importância de utilizar indicadores financeiros?

Como deu para perceber, esses indicadores devem ser utilizados de forma quase que diária. Um verdadeiro mantra repetido a cada novo ciclo da sua empresa. Essa análise direciona a sua gestão à um caminho mais estratégico e eficaz.

Lembre-se sempre de não olhar apenas para o interior de sua empresa, mas também comparar suas métricas com o mercado como um todo para saber se sua empresa tem alicerces suficientes para se segurar.

Invista tempo e olhe para os números!

Principalmente se você for um empreendedor individual ou de pequeno porte. Esse tipo de relatório e indicador deve ser feito e atualizado sempre, o que é uma atividade bem exaustiva se acumulada.

Como dito anteriormente, busque fazer disso um mantra, uma atividade que está tão enraizada no seu ritmo de atividades que se faz necessário para o devido início e conclusão de uma demanda. Ou seja, faz parte da sua rotina de gestão.

Bem, esperamos que tenha gostado desse nosso compilado de dicas, assim como as explicações teóricas. Depois disso tudo, como você tem acompanhado a saúde financeira do seu negócio? Agora que já entende melhor os indicadores financeiros, aproveite para assinar a nossa newsletter e receba diretamente todos os nossos conteúdos de maneira gratuita!

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