21 nov 2018

Entenda a relação entre o Capital de giro e o Estoque

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Entenda a relação entre o Capital de giro e o Estoque

Como já descrevemos em vários outros textos deste blog, a elevação do capital de giro reduz a rentabilidade da empresa. Tal máxima também é válida para os estoques, os quais pertencem ao grupo dos ativos circulantes. A gestão de estoques é uma das áreas mais desafiadoras da administração, seu insucesso pode até mesmo, inviabilizar a empresa.

Neste artigo, explicaremos melhor qual é a relação entre capital de giro e estoques. Também daremos dicas de como gerenciar melhor estes dois fatores primários nas finanças corporativas.

Como o capital de giro se relaciona com o estoque?

Como se sabe, o capital de giro é o volume de recursos necessários ao funcionamento da empresa no curto prazo. Ele serve para o pagamento de contas operacionais bem como para aquisição de insumos. Nas empresas do ramo de comércio, a maior parte do capital de giro vai para os estoques.

Obviamente que há empresas que vendem por encomenda e trabalham sem estoques, mas a grande maioria faz seu uso regularmente. Os estoques são, portanto, parte do capital de giro da empresa, representado sob a forma de mercadorias. Quanto maior o estoque, maior o capital de giro necessário para mantê-lo.

Deve-se lembrar que além do custo de aquisição, os estoques também geram custos de manutenção, transporte, etc. Tudo isso eleva a necessidade de capital de giro da empresa. Desta forma, todas as vezes que se fala em elevação de estoques, também se fala em aumento do capital de giro.

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Problemas relacionados à gestão de estoques

Ter estoques em si não é um problema, a grande questão é o custo gerado pela manutenção destes. É sempre bom ir a uma loja e encontrar lá o exato produto que procuramos. Quando fazemos isso, mal pensamos no custo que a empresa tem só para deixar o produto à nossa espera. O produto parado no armazém ou na gôndola, não gera nenhuma receita para a empresa, apenas custos de manutenção.

Por outro lado, se a empresa não mantiver estoques, ninguém comprará em suas lojas. Imagine o caso em que você vai até uma sapataria e lá não encontra sapatos para experimentar, mas apenas fotos deles? Certamente você não voltará à tal loja. Daí surge um trade-off entre o aumento de estoques e o crescimento do custo operacional da firma.

Gestores precisam ser eficientes em suas previsões de vendas, caso contrário, o giro do estoque pode levar muitos meses. Se isso ocorrer, a necessidade de capital de giro crescerá de forma semelhante, reduzindo o fluxo de caixa e elevando as despesas financeiras.

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Como conciliar a gestão do capital de giro com a necessidade de formação de estoques?

Para conciliar a necessidade de formação de estoques com o aumento do capital de giro, gestores precisam fazer contas. O primeiro passo é calcular o PME (prazo médio de estocagem). Através deste índice, o gestor pode dimensionar corretamente a quantidade ideal de capital a ser destinada aos estoques. Outro cálculo que deve ser feito é o do custo médio de estocagem.

Uma vez que se entende o prazo médio de estocagem, deve-se estimar o tamanho mínimo do estoque da firma. O custo do capital atrelado aos estoques deve ser menor que o custo de estocagem das mercadorias. Só assim o capital de giro empregado será corretamente remunerado.

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Como calcular o prazo médio de estocagem?

O prazo médio de estocagem (PME) é obtido dividindo-se o estoque médio do exercício pelo custo de mercadoria vendida. A fórmula para seu cálculo é a seguinte:

PME = Estoque MédioCMV x 360

Imagine que uma empresa tenha mantido um estoque médio de R$100 mil ao longo do ano. Se o custo de mercadoria na DRE foi de R$ 1 milhão, o PME será de 36 dias (1,2 meses).

Este é o prazo em dias, que a média das mercadorias leva para ser adquirida nas lojas da empresa. Caso a companhia obtenha capital de curto prazo para financiar estoques, o vencimento deve ser de 36 dias + PMR (prazo médio de recebimento).

Imagine que esta empresa venda a prazo e receba com 30 dias. Seu prazo total é de 36 + 30. Assim, o prazo mínimo para pagamento dos empréstimos de capital de giro deve ser de 66 dias. Caso ela consiga pagar suas compras a prazo, digamos 20 dias, seu empréstimo poderá ter 36 + 30 – 20 = 46 dias para vencimento.

Como calcular a quantidade de capital de giro necessária para se manter os estoques?

O capital de giro necessário para manutenção dos estoques será igual ao valor do PMP multiplicado pelo estoque médio. No caso da empresa deste exemplo, seria de R$100 mil X 36/1,2 = R$120 mil. Ou seja, a empresa precisará manter R$120 mil reais em seu estoque para conservar o atual nível de vendas.

Caso a empresa consiga vender seus estoques mais rapidamente, o PMP cairá e consequentemente, seu custo também.

Existe uma relação numérica ideal de Capital de Giro X Estoques?

Não existe uma relação ideal universal entre capital de giro X estoques. Mas, cada empresa pode construir sua relação de forma personalizada ao responder as seguintes perguntas:

  • Até que ponto o aumento nos estoques faz a receita crescer?
  • Qual o custo financeiro para cada R$1 adicionado ao estoque?
  • Qual é a redução da rentabilidade provocada pela elevação do capital de giro aplicado a cada R$1 em estoques?

Uma vez que estas perguntas foram respondidas, os gestores podem criar cenários e cruzar dados. O valor ótimo de capital de giro e estoques será aquele que maximiza a rentabilidade da companhia.

Conclusão

Todas as empresas que atuam no comércio devem se preocupar com a gestão de estoques. Tal afirmação não é novidade para os empresários, contudo, muitos deles não consideram estoques como parte do capital de giro. A compreensão de que estoques fazem parte do capital de giro, acaba revolucionando a forma como sua gestão é realizada. De qualquer forma, o correto é que os estoques sejam financiados por capitais de custo inferior ao de sua aquisição e manutenção.

 

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