29 mar 2022

Caiu no golpe do Pix? Saiba o que fazer

Caiu no golpe do Pix? Saiba o que fazer

Com a popularização do Pix, cada vez mais pessoas têm sido vítimas de golpes que envolvem este sistema de pagamento, resultando no vazamento e roubo de dados sigilosos, e muita dor de cabeça para as vítimas. Mas é possível tomar alguns cuidados para não cair no golpe do Pix.

Veja a seguir quais os principais tipos de golpes e como evitá-los!

Golpe do Pix

A relevância que o Pix obteve, seja pela sua praticidade ou velocidade, o colocou em evidência para os golpistas. Os problemas envolvendo vazamento de dados, por exemplo, têm aumentado sistematicamente e o número de pessoas mal-intencionadas em busca de dinheiro fácil também cresceu. 

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Muitas delas fazem uso de estratégias tão simples quanto simular a conta de uma pessoa conhecida. Essas estratégias são conhecidas como engenharia social.

O princípio básico da engenharia social é induzir os usuários a enviar dados pessoais, como senhas, códigos de confirmação, dentre outros, de modo a infectar computadores, invadir celulares ou, no caso do Pix, conseguir dinheiro das vítimas.

Golpe do Pix: como funciona?

Nesse universo da engenharia social, muitas estratégias são utilizadas para enganar os usuários a cair no golpe do Pix. Veja a seguir quais os principais esquemas aplicados.

Páginas e arquivos falsos para roubar dados (phishing)

Essa é a estratégia mais antiga e adotada na internet: pessoas criam sites ou páginas similares às originais para roubar dados sigilosos e fazer uso das contas pessoais das vítimas. Desde que o internet banking se popularizou, no começo dos anos 2000, esse tem sido um golpe do Pix bastante aplicado. 

Golpe do Pix agendado

O golpe do Pix agendado funciona assim: a pessoa recebe uma notificação de transação de um desconhecido. Logo em seguida, ela recebe uma mensagem dessa mesma pessoa pedindo o dinheiro de volta o mais rápido possível – o objetivo é convencer a vítima a transferir na hora. 

Como a primeira reação de muita gente é ajudar, a vítima pode acabar fazendo a transação “de volta”. E é aí que está o problema. Com o Pix agendado, a transferência só acontece no dia em que o pagador agendou – e, enquanto ela não é efetivada, pode ser cancelada a qualquer momento. 

Ou seja: o golpista agenda um Pix, mas o dinheiro não cai na conta, já que a transferência foi agendada para outro dia. Caso a vítima “devolva” o valor, o golpista cancela a transação e fica com o dinheiro.

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“Falha” no Pix

Essa é uma típica estratégia de engenharia social. Os fraudadores escolhem suas vítimas de maneira aleatória e, por meio de chamadas nas redes sociais ou convites diretos para as pessoas, informam que uma suposta falha no Pix torna possível ganhar um dinheiro extra. Para aproveitar essa “oportunidade”, o usuário deve fazer uma transferência via Pix para uma chave específica. Geralmente, a promessa é que o valor transferido será devolvido em dobro (mas podem ser aplicados outros golpes semelhantes).

WhatsApp clonado

Este golpe já é um pouco mais elaborado. O fraudador dá um jeito de “clonar” o WhatsApp da vítima, seja via hackeamento ou engenharia social, e aproveita para entrar em contato com as pessoas da sua lista para pedir o Pix. Geralmente, quem sofre com esse golpe do Pix são familiares ou amigos próximos da vítima.

Perfil falso no WhatsApp

De modo similar ao golpe anterior, a ideia aqui é simular um perfil verdadeiro de alguma pessoa, utilizando uma foto real e abordagens similares às que a pessoa que foi “replicada” usa. Fique atento a qualquer sinal que pareça estranho, como palavras pouco comuns ou número de telefone diferente do número do seu conhecido.

Falsas centrais de atendimento e falsos funcionários

Com a popularização dos chatbots e da comunicação via redes sociais, os golpistas também têm aproveitado para simular centrais de atendimento, por exemplo. Geralmente, as comunicações são via WhatsApp, e os golpistas pedem dados pessoais ou outras informações para, deste modo, fazer transferências ou receber valores. Fique atento aos canais oficiais das empresas para evitar cair nesse golpe do Pix.

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Como evitar golpes

Perceba que muitos desses golpes não envolvem tecnologias muito elaboradas ou avançadas. Os golpistas geralmente se aproveitam de falhas humanas e da falta de atenção da maior parte dos usuários para, assim, conseguir dinheiro fácil ou dados sigilosos.

Nesses casos, é fundamental que você esteja atento aos canais de comunicação oficiais da sua instituição financeira ou das empresas que prestam serviços para você. 

Caso alguém entre em contato dizendo que é de uma determinada empresa e precisa confirmar os dados, não informe seus dados e retorne o contato pelos canais oficiais informados pela instituição.

Leia mais: como se proteger de golpes financeiros

Mas no caso de golpes mais elaborados, envolvendo o roubo de seu acesso ou a clonagem de seus perfis, bloqueie imediatamente os seus acessos e faça o quanto antes um boletim de ocorrência para evitar problemas maiores. 

Informe também as instituições que seus dados foram clonados ou roubados. De maneira preventiva, busque sempre manter seus dados atualizados, substitua periodicamente as suas senhas e evite maiores perdas, colocando limites diários para suas transações

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E aí, entendeu como funciona e como se proteger do golpe do Pix? Então, salve esse post nos seus favoritos, compartilhe essa informação com a sua rede de contatos e bons negócios para você 😉

André Galhardo é economista-chefe da Análise Econômica Consultoria, professor universitário nos cursos de Ciências Econômicas, Administração e Relações Internacionais, coordenador do Grupo de Pesquisa DEPEC da UNIP e Mestre em Economia Política pela PUC-SP. Possui ampla experiência em análise de conjuntura econômica nacional e internacional, e é autor do livro “O Salto do Sapo: a difícil corrida brasileira rumo ao desenvolvimento econômico”.

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